quinta-feira, abril 27, 2017

TRATADO DO CANTE – Grupos Corais:

ÉVORA - Évora

Grupo de Cantares Alentejanos da Brigada Territorial nº. 3
da Guarda Nacional Republicana
Brigada Territorial nº. 3 da Guarda Nacional Republicana
7000 Évora





 Ficha Técnica:
                             
. O grupo foi fundado em Janeiro de 1980.

. Ensaiam nas Quintas Feiras e antes das atuações.

. O Grupo é formado por 31 elementos.
                                                    
. Trajo: Grande Uniforme e Uniforme nº. 1 da Guarda Nacional Republicana.

. Histórico: Com uma média de 20 desempenhos por ano, já actuaram em: Monumental de Madrid; Cáceres; 4 vezes no "Piquenicão da Antena 1/RDP; Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa; Pavilhão Rosa Mota, no Porto; 3 vezes nas Ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa; No Santuário de Fátima; No Santuário de Vila Viçosa; Ferreira do Zezere; Tavira; Na "Ovibeja", em Beja; No Hotel Dom Fernando, em Évora, para os Auditores de Defesa Nacional; Na Igreja de Nossa Senhora da Graça, em Évora; No Forum do Estudante, em Serpa; Alandroal. Gravaram para  programas de televisão: No Canal 2 da RTP e TVI.

. Registos Fonográficos:

1986 Gravaram um LP (vinil)

1994 (K7) CANTANDO O ALENTEJO
Edição: DUALSOM – Sacavém
Fonoteca Faialentejo: cota: FF CA C7-0071


1998 (2 CDs ): O Cante Alentejano (registo sonoro)
Edição: Public-art, Editora - Coimbra
Fonoteca Faialentejo: cota: FF  CA CD-0025 


. Repertório: Do cancioneiro religioso e secular alentejano: Cassete (1994): O Alentejo dá pão; Já lá vem rompendo Aurora; Ceifeira, linda ceifeira; Lírio Roxo; As nuvens que andam no ar; Camponesa Alentejana; Jovem pastorinha; Maria estás à janela; Almocreve; Ó minha pombinha branca; Mas que noite tão serena; Ao romper da madrugada; Ó águia que vais tão alta; Alentejo, terra sagrada de pão.

Nota: Grupo inativo.


In: “Corais Alentejanos” (em atualização), de JFP. Edições Margem. 1997. Pág.s:229/231.

quarta-feira, abril 26, 2017

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

“Évora


DEPOIS DE HORAS E HORAS a percorrer a planície alentejana, que me vinha mostrar outra face da múltipla terra portuguesa, a revelação de Évora. Era uma tarde de sol, uma batida tarde de sol de verão e o branco das casas se iluminava para aumentar a tristeza do ambiente. Sempre os amigos a conduzir-me pelos pontos turísticos. Gostaria de estar só, de ser levado apenas pela beleza das ruas, desde as ruínas romanas ao velho casario dos séculos dezassete e dezoito. Sinto que era a cidade portuguesa que sempre desejei ver, percebo que se Lisboa e o Porto me evocavam laços afetivos, Évora viria descarnada, no meio do descampado do Alentejo, mostrar-me a integridade portuguesa, ao aberto, ao meio da rua. Consigo ficar só e, o resto da tarde, perambulo, paro à sombra das velhas igrejas, casarões, palácios, a olhar uma pequena humanidade silenciosa e triste passar. Mais um cumprimento severo e digno. E rostos talhados de pedra, secos, perfis cortantes, são a fisionomia humana refletindo a aspereza da terra. Não sei quanto tempo andei e, quase ao crepúsculo, vem-me a lembrança de uma voz portuguesa, que vivendo aqui se levantaria nos seus versos, para engrandecer a poesia lusitana. Uma voz de mulher, uma desesperada voz de mulher, que um dia acabaria consigo mesma, mas deixaria seus versos para que Évora continuasse eterna, com suas ruínas, seus palácios, suas igrejas, a inteireza dos seus homens. Soturna e triste, chamou à sua Évora: minha terra mourisca a arder em brasa.

Vou andando, a vagar, enriquecendo os minutos que restavam, para que estivesse só com a cidade de Florbela Espanca. Para que estivesse com ela mesma, numa comunhão que os companheiros não poderiam perceber e nem pressentir. Passo a passo, pelas ruas ermas, sob os céus de violetas roxas, vendo-a dizer, numa integração absoluta com a sua terra natal, que só aqui que sinto que são meus os sonhos que sonhei noutras idades. Compreendo o destino desta mulher, deste poeta, no seu meio, no áspero e solitário meio alentejano, a alma a transbordar, a arrebentar em versos dos mais sofridos que a lírica portuguesa conheceu. A minha dor não cabe, nos cem milhões de versos que eu fizera.

Vou seguindo meu caminho, vou ao encontro dos companheiros, e lembrando os versos de Florbela Espanca, tão cheios de desespero de quem fez de sua obra a expressão poética de seu caso humano, como José Régio, outro poeta e seu compatriota, salientou.

Antes de deixar a cidade, vou olhar o busto da autora de Charneca em flor, com seu perfil moreno, lusitano. E os olhos verdes, cor do verde oceano, sereia que nasceu dos navegantes…


As horas de Évora foram tomadas pela presença de quem sofreu como poucos a tristeza destes ermos, para quem a trouxe em grau máximo em seu coração, que se fragmentaria numa obra poética espantosa e que gostaria de ver mais lida em minha terra.

Sigo pelo Alentejo a fora, através da noite, e como que ouço Florbela Espanca a confidenciar:
Tranquilidade… calma… anoitecer…
Num êxtase, eu escuto pelos montes
o coração das pedras a bater…”


In: Os Caminhos de Casa de Odorico Tavares. Coleção Vera Cruz (Literatura Brasileira) Volume 50. Editora Civilização Brasileira, SA. 1963. Pág.s: 15/17.


Odorico Montenegro Tavares da Silva (Timbaúba PE 1912 - Salvador BA 1980). Jornalista, escritor, poeta e colecionador de arte. Forma-se bacharel em direito pela Faculdade de Direito do Recife. Inicia a carreira de jornalista no Diário de Pernambuco, pertencente ao grupo Diários Associados.

segunda-feira, abril 24, 2017

TRATADO DO CANTE – Grupos Corais:

ALVITO – Alvito

Grupo Coral Infantil da Escola Primária de Alvito
Rua das Pereiras, 6
7920 Alvito

Foto retirada da página da Junta de Freguesia de Alvito  
              
Ficha Técnica:                  

. O Grupo foi fundado em Junho de 1996.

. Ensaiam aos Sábados à tarde.

. O Grupo é composto por 9 elementos.

. Trajo (adquirido pelas próprias): Saia azul, escura; Camisa branca; Lenço, raiado com barra preta.

. Histórico: Desde a sua constituição, tem atuado em Encontros de Grupos Corais, Festas e Feiras, das quais destacamos: Casa do Alentejo, em Lisboa; Seixal; Évora; Beja (Ovibeja); Alvito.

. Repertório: Cantam as modas que ao longo dos tempos conseguiram resistir e que de certa forma são das mais representativas do Alentejo.

. Objetivos: É intenção dos orientadores incutir, nestas jovens, as origens e o sentir desta cultura, com tudo o que ela representa, para que a possam representar quando forem mais velhas, com o orgulho e a postura do Ser Alentejano. Precisa de ser fortalecido, para que possa criar raízes. Para isso tem que ter apoios.

Nota: Grupo Inativo.
                                      -

In: “Corais Alentejanos” (em atualização), de JFP. Edições Margem. 1997. Pág.s: 97/98.

domingo, abril 23, 2017

TRATADO DO CANTE – Grupos Corais:

ALVITO – Alvito

GRUPO DA Associação de Cante Coral Alentejano do Concelho de Alvito
Rua das Pereiras, 6
7920-256 Alvito





Ficha Técnica:             

. O Grupo foi fundado em 10 de Maio de 1976.

. Realizam o seu Encontro, anual, em Junho.


. Ensaiam na Sexta-feira na sede da Associação de Cante Coral Alentejano do Concelho de Alvito.

. O Grupo é composto por 23 elementos.

. Trajo Domingueiro: Mulheres: Saia azul; Blusa branca; Colete azul; Chapéu preto; Lenço garrido com fundo preto. Homens: Calça azul; Camisa quadrejada (azul e branco); Colete azul; Chapéu preto; Lenço garrido com fundo preto.

. Histórico: Ao longo da sua existência, tem tido atuações de norte a sul do País, com especial destaque para as suas participações nos Encontros de Grupos Corais, no Alentejo e na zona da grande Lisboa. Salientamos também as sua atuações em Braga e Badajoz.

. Registos fonográficos:
1993 (K7):

1994 (K7): Associação do Grupo Coral Alentejano de Alvito.
Edição de Maria L. S. H. Matos
Cota FaiAlentejo: FF CA K7-0065


1998 (CD): O Cante da Água - Cante a Despique e Baldão Edição: ImagemImenso, Lda.
Grupos: (…) Coral de Alvito; (…).
Modas: (…) Dá-me uma pinguinha de água; (…).
Cota FaiAlentejo: FF CA CD-0023


1998 (2 CDs ): O Cante Alentejano
Edição: Public-art, Editora - Coimbra
Grupos: (…) GC Alentejano de Alvito.
Modas: (2º.) (…) Fui à fonte beber água; Ceifeira, linda ceifeira; (…).
Cota FaiAlentejo: FF CA CD-0025


. Repertório: Do seu reportório constam as modas que se cantam por todo o Alentejo. A algumas adaptaram letras que se referem ao momento atual da vida no campo e à sua zona. Cassete (1994): Alvito és nossa terra; Ceifeira, linda ceifeira; Erva cidreira; Camponesa linda; Era triste ver partir; Alentejo têm; Velhinha e velha és Vila Nova; Ainda agora aqui cheguei; Já lá vem no alto mar; Linda jovem era pastora; Alvito, meu lindo Alvito; Estava de abalada; Alvito, Baixo Alentejo; Vou partir para o Canadá; Só uma pena me existe; Trigueirinha Alentejana.




In: “Corais Alentejanos” (em atualização), de JFP. Edições Margem. 1997. Pág.s: 95/96.

sábado, abril 22, 2017

TRATADO DO CANTE – Grupos Corais:

SINTRA – Rio de Mouro

Grupo Coral da AFAPS “As Andorinhas”
Serra das Minas - 2735 Rio de Mouro


Ficha Técnica:                  

. O Grupo foi fundado em 15 de Dezembro de 1993.

. Ensaiam às terças e sextas feiras, pelas 15 horas.

. Tem a sua Festa da Família, anualmente, no Fim de semana antes do dia de São Pedro.

. O Grupo é composto por 21 elementos

. Trajo: Camisa branca, com lacinho preto; Saia preta.

. Histórico: Tem tido desempenhos em: Cacém; Teatro Maria Matos, em Lisboa; União Zoófila, em Lisboa; nos III e IV Encontros de Coros do Concelho de Sintra; Rio de Mouro; Algueirão; Mem Martins; Serra das Minas, Castro Verde.

. Repertório: De tradição popular e com arranjos e autoria de D. Deolinda Sobral: Meu País; Eu fui a colher marcela; Meu amor silvestre; Ao passar da Ribeirinha; Sintra Património Mundial; Meu Alentejo querido; Canção de Natal; Não quero que vás à monda; Ó Rosa branca; Ó Pescador; Canta passarinho; Nasceu um Cravo; Bate, bate coração; Canção à natureza; Rapsódia; Minha mãe é uma rosa; Pomba branca.

Nota: Grupo sem atividade.


In: “Corais Alentejanos” (em atualização), de JFP. Edições Margem. 1997. Pág.s: 355/356.

sexta-feira, abril 21, 2017

TRATADO DO CANTE – Grupos Corais:

SINTRA - Cacém

Grupo Coral Alentejano "Os Populares do Cacém"
Rua São João de Brito, 4 r/c Dtº.
2735 483 CACÉM
Tel.: 963 238 411








Ficha Técnica:

. O Grupo foi fundado em 24 de Junho de 1980

. Ensaiam às sextas feiras, à noite.

. Fazem o seu Encontro Anual de Grupos Corais em fins de Maio.


. O Grupo é composto por 25 elementos.

. Trajo: Colete preto; Calça preta; Camisa branca; Sapatos pretos; Chapéu preto; Lenço rameado.

. Histórico: Desde a sua fundação, tem este grupo tido a oportunidade de actuar em quase todas as aldeias, vilas e cidades de todo o Alentejo, assim como em toda a região da grande Lisboa e em algumas localidades do Ribatejo, em encontros de Grupos Corais, desfiles e festas. Fazem em média entre 25 e 30 atuações por ano. Conforme protocolo celebrado com a Câmara Municipal de Sintra, fazem seis actuações nas freguesias do Concelho, por ano.

. Registos Fonográficos:
1985 (K7): Cante Alentejano (registo sonoro)
Edição: Casa do Alentejo
Fonoteca Faialentejo: cota: FF CA K7-0030


1991 Fizeram uma gravação em cassete áudio (esgotada).

2005 – (CD) “25 ANOS A CANTAR O ALENTEJO”
Edição: Grupo Coral Alentejano “Os Populares do Cacém”
Fonoteca FaiAlentejo: Cota: FF CA CD0060


. Repertório: Cantam as modas, que conseguiram resistir ao tempo e que são cantadas por todo o Alentejo e onde há Alentejanos. Foram feitas algumas adaptações nas letras das modas, tendo em consideração a zona onde o Grupo está inserido bem como o tempo actual. Salientam-se do seu reportório: Que inveja tens tu das rosas; Alentejo é nossa terra; Trigueira de raça; Ouvem-se os galos cantar; Menina Florentina; Guardo o meu gado no campo; Camponês Alentejano; Trabalha, homem trabalha; O Dia do nosso Grupo; Sou português emigrante; Alentejo canta; É lindo o nascer do sol; Jovem pastorinha; Eu ouvi um passarinho; Lindo ramo verde escuro; Ceifeira, linda ceifeira; Maria da Rocha; Nossa Senhora do Carmo; Nasce o sol no Alentejo; Já lá vem o barco à vela; Moreninha dá-me um beijo; Que bem que parece; É tão grande o Alentejo; Bate as palmas Marianita; Eu hei-de me ir sentar; Eu hei-de ir ao Alentejo; Venho do Norte da Alemanha; O Cheiro que a rosa tem; Ó linda pombinha branca; Mondadeira Alentejana; O mineiro; Rosa branca desmaiada; Vila de Agualva-Cacém; Ceifeira do Alentejo; Sintra, rainha das vilas; O Alentejo em Lisboa; Meu Alentejo querido; A primeira vez que eu disse adeus; A barrinha do meu lenço; Tenho lá no meu quintal; Sintra está classificada; Ó Matilde levanta a saia; O Verão; Olha a noiva se vai linda; Ó linda; Lá vem a cegonha; Vamos lá saindo; Toda a bela noite; Pelo toque da viola; Vai colher a silva.
       
. Objetivos: Divulgar o cante alentejano em regiões como o centro e norte de Portugal e nas comunidades lusas no estrangeiro. Promover a coesão entre os grupos junto das estruturas representativas, como: “A MODA” e outras.


In: “Corais Alentejanos” (em atualização), de JFP. Edições Margem. 1997. Pág.s: 351/354.

quarta-feira, abril 19, 2017

TRATADO DO CANTE – Grupos Corais:

REDONDO - Montoito:

Grupo Coral Trabalhadores de Montoito
Sociedade União Montoitense
Av. da Escola, 29
7200 - 053 Montoito







Ficha Técnica:     
       
. O Grupo foi fundado em 1975.

. Ensaiam às quintas feiras, na Sociedade União Montoitense, à noite.

. Realizam o seu Encontro Anual de Grupos Corais em Agosto/Setembro.

. O Grupo é composto por 21 elementos.

                   . Trajo: Calça azul; colete azul; camisa branca; chapéu preto; lenço rameado.

. Histórico: Com uma média de 20 a 25 atuações por ano, atuam de norte a sul do País, com especial incidência na zona da grande Lisboa e no Alentejo onde se realizam Encontros de Grupos Corais. Destacam-se as atuações na Casa do Alentejo, em Lisboa; no Hotel Ipanema, no Porto; Nas festas da Vila de Trancoso; nas festas da cidade, em 1993, em Portimão. Atuaram por diversas vezes no Évorahotel. Participaram em todos os desfiles realizados no âmbito do Congresso do Alentejo.

. Registos Fonográficos:
1992 (K7): Grupo Coral Trabalhadores de Montoito
Edição de DUALSOM
Fonoteca Faialentejo: cota: FF  CA K7-0084


1998 (2 CDs ): O Cante Alentejano (Os Melhores Coros Amadores da Região)
Edição: Public-art, Editora - Coimbra
Grupos: Vários
Fonoteca Faialentejo: cota: FF  CA CD-0025 


1999 (CD): Encontro de Grupos Corais em Montoito (gravado ao vivo)
Edição:  ALIENDE – Associação para o Desenvolvimento Local
Grupos: vários
Fonoteca Faialentejo: cota: FF  CA CD-0026


2004 – (CD2) Tempos, Sonoridades e Convergências
Edição de Sociedade União Montoitense
Fonoteca Faialentejo: cota: FF  CA CD0051


. Repertório: Montoito é nossa terra; Um dia no Alentejo; Barragem da Vigia; Debaixo da laranjeira; Rosa que estás em botão; Alentejo doirado; Montoito dos meus amores; Estava dormindo, acordei; Meu Alentejo, querido; Se fores a Montoito, vai ver a Barragem.


In: “Corais Alentejanos” (em atualização), de JFP. Edições Margem. 1997. Pág.s: 243/244.