sábado, fevereiro 06, 2016

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF CA K7-0064

1993 (K7): Sabóia és minha terra (registo sonoro).



- Edição de DUALSOM.

- Modas: Sabóia és minha terra; Alentejo, Alentejo; Linda jovem era pastora; É tão grande o Alentejo; Maria morreu; Estava de abalada;; Cegonha; Toda a bela noite eu ando; Meu concelho é Odemira; O meu lindo rouxinol; Acorda, Maria, acorda; Lindo ramo verde escuro.

Grupo Coral de Sabóia, Odemira.

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF CA CD0064
1999 – (CD) Portugal Musique de l’Alentejo.



- Edição: Ocora/ Radio France.

- Modas: Doce Jovensinha,; Ceifeira do Alentejo; A Laranja, A Costureirinha; Adélia; Marcadinha Alentejana; A Ceifeira; Linda Oliva; Bom nabo das hortinhas; Corridinho; Tango; Passarinho; Arre Burrinho; Corridinho alentejano; Feijões frades; Burnal francês; Lindo casaco; Saias; Trovoada; Beja, cidade do Alentejo; Três temas tradicionais; Menino Jesus de Serpa; Trigueira de raça; Menino Jesus; Vila Verde de Ficalho; Cântico de Natal alentejano; Ai solidão; Pastorinha; Canto ao Menino; Moda dos três cavalheiros; Tema da cantata; Dão solidão; Muralha do Castelo; Manelzinho; Santa Cruz do Senhor; Despedida; Maria Aurora.

Vários.

sexta-feira, fevereiro 05, 2016

TRATADO DO CANTE - Grupos Corais:

ALJUSTREL – ALJUSTREL

Grupo Coral "Os Cigarras" do Centro Republicano de Aljustrel

Rua 5 de Outubro, 126 - 7600 Aljustrel
                                              






Ficha Técnica:             
        
- O Grupo foi fundado em 13 de Junho de 1992.

- Ensaiam às Sextas Feiras, à noite.

- O Grupo é composto por 28 elementos.

- Trajo: Camisa branca; Calça azul; lenço vermelho.

- Histórico: Tem desempenhos em todo o Alentejo e zona da grande Lisboa, onde se realizam Encontros, Desfiles e Festas.

- Repertório: Do seu reportório fazem parte as "modas" que se cantam por todo o Alentejo, com as adaptações feitas para a época actual, considerando a zona onde estão inseridos. Destacam-se as seguintes: Aljustrel, terra velhinha; Dá-me um beijo morena; Venham ver o Alentejo; Tenho um cão pastor; Nasce o sol no Alentejo; Maioral; Eu hei-de ir ao Alentejo; Já não de te lembras de mim; Quem há-de meu bem, quem há-de; O Círculo que leva a lua; Eu sou português; É tão grande o Alentejo.


In: “Corais Alentejanos” (em actualização), de JFP.

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF CA CD0063

S/D – (CD) “Cantares do Alentejo”.



- Edição: Grupo Coral da Granja.

- Modas: Guardo meu gado no campo; Minha linda mocidade; Granja do Alto Alentejo; Abre-te campa sagrada; Quinta-feira da Ascensão; Lá vem rompendo aurora; Granja tu és freguesia; Lindo ramo verde escuro; Francisquinha és tão linda; Banhada pelo Alqueva; Quando um homem está sozinho no seu monte.

Grupo Coral da Granja, Mourão.

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF CA CD0062

S/D – (CD) “Cantares do Alentejo”.



- Edição: Grupo Coral da Luz.

- Modas: Já chegou a Primavera; Luz querida; Alentejo tu já tens; Deixar a minha terra natal; Ceifeira; Que bonito não seria; Venham ver o Alentejo; Lavoura; As margens do Guadiana; Alentejo já tem o lago mais desejado; Quando eu era ganhão; Aldeia velhinha; Ó minha terra; Trigueira de raça.

Grupo Coral da Luz, Mourão.

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF  CA K7-0063

1993 (K7): Milfontes és linda (registo sonoro).



- Edição de Alberto Oliveira.

- Modas: Milfontes és linda; Portugal é um jardim; Étão lindo o pôr do sol; Os galos da minha rua; Minha terra é linda; És uma Europa unida; Milfontes tens o teu nome; o Mar é o meu vizinho; A Bandeira Portuguesa; No meu lindo Portugal; Andorinhas, andorinhas; Meu concelho é Odemira.

Grupo Coral de Vila Nova de Milfontes, Odemira.

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

TRATADO DO CANTE - Escrito:

A Canção Popular Portuguesa, de Fernando Lopes Graça. Publicações Europa-América. Coleção Saber nº. 23. (cota 784.4 (469) nº. 26157 GRA, Biblioteca Bento de Jesus Caraça – Moita.)




Outra personagem que muito falou sobre o “Cante”, foi Fernando Lopes Graça, figura maior da nossa música, com obra ímpar como musicólogo e compositor. Homem que extravasou em muito a pequenez, por vezes tão evidentemente dramática, do nosso país à beira mar plantado...

De um almanaque dos anos 40 transcrevemos passagens de um seu artigo de opinião:

“A alma do alentejano é profundamente musical e o canto é o elo vital que liga aqueles seres primitivos no sentimento de uma fraternidade de destinos, na afirmação de uma comunidade telúrica. Em qualquer parte o alentejano se reconhece e identifica, reconhecendo e identificando do mesmo espaço os seus irmãos em carne e espírito, mediante o viático das suas canções.

O ar e a paisagem vibram constantemente de melodias. É, porém, no silêncio da noite, da vasta e profunda noite alentejana, que estas ganham toda a sua altura e projecção anímica; (...)

O estudo da canção alentejana está ainda por fazer, tanto por escassez da necessária documentação, como por falta de especialistas perfeitamente habilitados,que a analisassem de triplo ponto de vista musical, psicológico e sociológico. (...)

A canção alentejana é por via de regra, larga, dolente e triste, de uma tristeza nada depressiva, antes nobre e serena, de um colorido sóbrio, de uma linha severa, nisto reflectindo a monotonia grandiosa, hierática e, por assim dizer, ensimesmada da própria planura alentejana. (...)

Um exame mesmo perfunctório da canção alentejana revela nela duas sedimentações: uma moderna ou, em todo o caso, relativamente recente (talvez não ultrapassando o século XVIII ), e outra antiga, de uma antiguidade que não é fácil determinar, que abrange naturalmente por sua vez diferentes épocas, mas que não será muito aventuroso levar nalguns espécimes até aos tempos medievais. (...)

Falar das letras (constantemente renovadas) das canções alentejanas, constituiria capítulo dificilmente exaustivo, em matéria que dava para suculento e apaixonante livro. Não resisto, porém, à tentação de consignar aqui uma meia dúzia de documentos da riquíssima poética popular alentejana, permitindo-me chamar para eles a atenção dos nossos poetas eruditos, em cata de expressões renovadoras da sua por vezes tão cansada musa.
Primeiro, estas duas maravilhas, tão medularmente portuguesas: “

Ó Serpa, pois tu não ouves
os teus filhos a cantar!
Enquanto os teus filhos cantam
tu, Serpa, deves chorar.

Aqui tens meu coração,
se o queres matar, podes...
Olha que estás dentro dele:
se o matas, também morres.

“Que irmão ignorado de Bernardim pôde conceber esta quadra de puro recorte clássico?“

Pus-me a chorar saudades
ao pé duma fonte, um dia,
Mais choravam-(n) os meus olhos
que a própria fonte corria.

“ E que poeta do Cancioneiro de Resende inventaria mais graciosa expressão do amor palaciano do que esta ? “

Ó olhos da minha cara
não olhai para ninguém;
já que perderam a graça,
percam-(n) o olhar também.

“E o cinismo, a velar não se sabe que premências de ordem social, contido nestes quatro versos?“

Anda cá, amor,
que eu inda te aceitó.
O que os mais não querem
é que eu aproveito.

“E a ironia sorridente destes dois tercetos ?“

Olha a noiva se vai  linda,
no dia do seu noivado.
Também eu queria ser casado.

Ser casado é ter juizo,
acho que é bonito estado.
Também eu queria ser casado.

“Por último, atentem neste inapreciável quadro de um tão perfeito realismo impressionista:“

Eu ouvi,
mil vezes ouvi,
lá nos campos
rufar os tambores.
Das janelas
bradam as damas:
já lá vem,
já lá vem meus amores! 



in: "Boletim do Cante Alentejano" nº. 2 de Outubro de 1997.

TRATADO DO CANTE - Grupos Corais:

MOURÃO - MOURÃO
                  
Grupo Coral de Mourão
7240 Mourão





Ficha Técnica:
         
- O Grupo foi fundado em 1977.

- Ensaiam às Terças feiras, à noite, no Escola do Antigo Ciclo.

- O Grupo é composto por 21 elementos.

- Trajo: Calça cinzenta; Colete cinzento/acastanhado; Camisa branca; Lenço vermelho, às bolinhas; Chapéu preto.

- Histórico: Têm uma média de 15 a 20 actuações por ano. Destas, destacamos as suas participações em Encontros de Grupos Corais, Desfiles e Festas, que se realizam por todo o Alentejo e na zona da grande Lisboa, onde a comunidade Alentejana é representativa.

- Desde a sua fundação que se mantém em actividade, permanente, tendo feito desempenhos por todo o País.

- Registos Fonográficos:
S/D – (CD) Cantares do Alentejo
Ed.:  Grupo Coral de Mourão
Cota FaiAlentejo: FF CA CD0061



                           
- Repertório: As "modas" que tem no seu reportório, são aquelas que conseguiram resistir ao tempo e que se cantam por todo o Alentejo. Devido à transformação que a vida dos campos sofreu, também tiveram que se adaptar algumas letras à realidade actual da vida na zona onde se inserem. Modas: Mourão és Vila Rainha; Rouxinol repenica o cante; Abre-te ó campa sagrada; Ó que laranja tão doce; Silva que estás enleada; Alentejo és minha terra; Rego abaixo, rego acima; Primavera és tão bonita; Que inveja tens tu da rosa; Liberdade, Liberdade; É lindo na Primavera; Adeus janelas floridas; Morena de raça, Ó minha pombinha branca; Alentejo canta.
                                     
- Outras considerações: É importante registar o apoio, a todo o nível, dado pelas Autarquias do Concelho.

In: “Corais Alentejanos” (em actualização), de JFP.

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF CA K7-0062

1998 (K7): Amareleja é minha terra (registo sonoro).



- Produção de Iberdisco


- Modas: Amareleja és minha terra; Força operário; Planície heróica; No meio de vinhedos e olivais; Moda da Lavoura; Ditosa pátria amada; Nosso Alentejo esquecido; Barragem do Alqueva; Primavera de Outono; Ceifeira, linda ceifeira.

Grupo Coral da Casa do Povo de Amareleja

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF CA CD0061                                                                                 

S/D – (CD) “Cantares do Alentejo”.



- Edição: Grupo Coral de Mourão

- Modas: Mourão és Vila Rainha; Rouxinol repenica o cante; Abre-te ó campa sagrada; Ó que laranja tão doce; Silva que estás enleada; Alentejo és minha terra; Rego abaixo, rego acima; Primavera és tão bonita; Que inveja tens tu da rosa; Liberdade, Liberdade; É lindo na Primavera; Adeus janelas floridas; Morena de raça, Ó minha pombinha branca; Alentejo canta.

Grupo Coral de Mourão.

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF  CA K7-0061      

1996  (K7) “Os Arraianos” (Registo Sonoro),



- Edição: SONOVOX, SA
- Modas: Povo de Ficalho; Abre-te campa sagrada; Barragem de Alqueva; Fui ao jardim passear; Pelo toque da viola; as nuvens que andam no ar; Silva que estás enleada; Vamos apanhar a rosa; Ó águia que vais tão alta; Subi um dia ao alto de um rochedo; Que inveja tens tu da rosa; É linda a Primavera; Olha o passarinho; Malmequer; Uma flor que abriu em Maio; A primeira vez que eu te disse adeus; Castelo de Beja; Esta noite sem fim; A ribeira quando enche; Senta-te aqui ó António; Rosa branca desmaiada; Lindas são as rosas; Vou passar a ribeirinha; É tão grande o Alentejo; Maria da Castanheira; Vou colher a silva; Tenho no quintal um limoeiro; Rosa enjeitada; Trabalhei a vida inteira; Alentejo nossa terra; Ó minha pombinha branca; Dá-me um beijo morena; O Alentejo é forte e quente.

 Grupo Coral "Os Arraianos" de Vila Verde de Ficalho

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF CA CD0060

2005 – (CD) “25 ANOS A CANTAR O ALENTEJO”



- Edição: Grupo Coral Alentejano “Os Populares do Cacém”

- Modas: Ao Alentejo eu iria; Quando o galo canta é dia; Fui à lenha; Venham ver o Alentejo; Meu Alentejo querido; Pastorinha lá na serra; Moreninha dá-me um beijo; Nasce o Sol no Alentejo; Cantarinhas de Beringel; Borboleta mensageira; Já te não lembras de mim; Hino do Mineiro; Nós somos alentejanos; Conversa com Isidro Ramalho.

Grupo Coral Alentejano “Os Populares do Cacém”, Sintra.

terça-feira, fevereiro 02, 2016

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF CA K7-0059
Cota FaiAlentejo: FF CA K7-0060

1985 (K7): Lá vai Serpa, lá vai Moura
- Edição: MUSICÁLIA



1996 (K7-reedição):
Lá vai Serpa, lá vai Moura 

- Edição:  HMC


- Modas: Lá vai Serpa, lá vai Moura; Não é tarde não é cedo, aurora tem um menino; Lírio roxo; Ai que praias; Tenho barco, tenho remos; As mondadeiras cantando; Menina Florentina; Alentejo, Alentejo; Sobe acima laranjinha; Serpa do Alentejo; Olha a noiva se vai linda.

Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FiAlentejo: FF CA CD0059

2004 (CD) “Cânticos Alentejanos II” (Registo Sonoro).



- Ed. Edições Paulinas – Lisboa.  

- Cânticos: Vamos caminhando; Senhor, tende piedade; Aleluia; Senhor Jesus, pão da vida; Jesus, filho de David; Tenho fé e quero ter; O Menino de Vila Nova de S. Bento; O Menino de Peroguarda; Os Reis de Vila Nova de S. Bento; Bendita e louvada seja de Serpa; Ó meu divino Senhor; Nossa Senhora do Carmo; Senhora da Conceição; Avé Maria; Santo António de Vila Alva; Ó Mãe bendita; Bendita, louvada e adorada.

Coro do Carmo de Beja.

segunda-feira, fevereiro 01, 2016

TRATADO CANTE - Grupos Corais:

CASÉVEL – CASTRO VERDE

Grupo Coral Etnográfico Vozes de Casével        

Cortiçol - Rua Professora Ema Júlio Valente, 36
7780 Castro Verde



Ficha Técnica:           

- O Grupo foi fundado em 2 de Fevereiro de 1988.

- Ensaiam às Sextas-feiras à noite em Casével.

- Organizam o Encontro Anual de Corais em Agosto ou Setembro.

- É composto por 30 elementos.

- Trajo: É demonstrando como se vestiam os homens que trabalhavam na agricultura, nesta área, que as vestimentas dos componentes do grupo representam as seguintes figuras: Almocreves; Ceifeiros; Pastores; Moleiros; Feitores; Trabalhadores Indiferenciados. Como utensílios os componentes do grupo mostram: As pás das eiras; As mantas; Malhadeira (eira).

- Histórico: Desde a constituição do grupo, que com uma média de 20 a 25 desempenhos por ano, se tem deslocado, quando solicitados, aos diversos pontos do País, para divulgar o "cante" Alentejano. Já actuaram em todas as localidades do concelho de Castro Verde, com especial relevo para as actuações em: Castro Verde, Minas Neves Corvo; Entradas; Aivados; Conceição; Casével. No Alentejo em: Beja; Évora; Ourique; Garvão; Vila Nova de Milfontes; Almodôvar; Salvada; Montes Velhos. Na zona da Grande Lisboa, onde a comunidade Alentejana é muito forte, em: Casa do Alentejo; Baixa da Banheira; Barreiro; Cacém; Tires; Lavradio; Caneças; Zambujal; Quinta da Lomba; São Brás de Alportel.

- Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF CA CD0009
Cota: 0 GRU BMBL CD03263. Biblioteca Municipal de Beja.
1997 – (CD) O Alentejo é Lindo (Registo Sonoro),
- Edição: CORTIÇOL
- Modas: Dá-me um beijo, morena; Casével terra sagrada; às quatro da madrugada; Fui um dia passear; Beja do Baixo Alentejo; Ao romper da Bela Aurora; Portugal é um jardim; Pelo toque da viola; O Alentejo é lindo; Nos campos do Alentejo; Somos filhos de Casével.



- Repertório: Catam as modas do cancioneiro alentejano, com especial saliência para as que desde sempre foram e são cantadas nesta zona. De entre elas: Casével, terra sagrada; Portugal é um jardim (Silvestre Rosa); O Alentejo é lindo; Pelo toque da viola; Fui um dia passear; Dá-me um beijo, morena; Ao da bela aurora; É tão grande o Alentejo; Somos do Baixo Alentejo (Silvestre Rosa).


In: “Corais Alentejanos” (em actualização), de JFP.

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF CA CD0058

2005 – (CD) Rosas de Março.



- Editado por Grupo Coral Feminino Rosas de Março.

- Modas: Não quero que vás à monda; A minha varanda; Já não se ouvem nos campos; Ceifeira; Mondadeira alentejana; Ferreira do Alentejo; Olha a laranja; É tão lindo a Primavera; Meu lírio roxo do campo; A voz do Manageiro; Abram-se lá essas portas; Os três Cavalheiros.

Grupo Coral Feminino Rosas de Março, Ferreira do Alentejo.

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota Faialentejo: FF  CA K7-0058

1995 (K7): Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento (registo sonoro)



- Edição: HMC

- Modas: Aldeia Nova de São Bento; Oh Leandroeiro; Rosa amarela queixou-se; Eu ia pela rua; Salsa verde; Rosa branca desmaiada; Oh que linda pomba branca; Mondadeiras, lindo rancho; Vai colher a silva; Alentejo, Alentejo; Não quero que vás à monda; Moda da lavoura; Quando eu fui ao jardim; Moda do varejo.

Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento, Serpa.

domingo, janeiro 31, 2016

TRATADO DO CANTE - Grupos Corais:

ALCÁÇOVAS – VIANA DO ALENTEJO

Grupo Coral dos Trabalhadores das Alcáçovas

Rua Nova, 45 - 7090 Alcáçovas





Ficha Técnica:

- O Grupo foi fundado em 17 de Janeiro de 1947, constituído, na altura, por treze elementos que, com o amor que dedicam à sua terra, pretendem conservar e divulgar o cante alentejano, inserido na realidade desta zona.

- Ensaiam às Terças e Sextas feiras, à noite, na Sede do Grupo Coral.

- O Grupo é composto por 17 elementos.

- Trajo: Calça azul; Colete azul; Camisola azul; Chapéu preto, redondo; Lenço encarnado.

- Histórico: Têm uma média de 15 actuações por ano: 12 no Alentejo; 3 fora do Alentejo. As mais significativas: Feira do Turismo em Seia, Guarda; Feira do Artesanato de Vila do Conde; Concurso de Cante Alentejano em Beja; Mostra de Doçaria em Alcáçovas; Congresso do Alentejo em Montemor-o-Novo; Casa Santos Murteira em Alcáçovas.

- Registos Fonográficos:
                                 1987 – (K7) Meu Alentejo dourado (Registo Sonoro)
                                           ed. MUSICALIA
                                           Fonoteca Faialentejo: cota: FF  CA C7-0072

- Repertório: Do seu reportório fazem parte as modas que resistiram ao tempo e que o Grupo aproveitou para fazer algumas adaptações, nas letras, considerando a vida actual. Destacamos: Alcáçovas, casas velhinhas; Meu Alentejo dourado; As nuvens que andam no ar; Casarões; Meu lindo Alentejo; Ao romper da bela aurora; Ó meu Portugal; Linda estrela da vida; Abraço à juventude; Morena do Alentejo.

- Projectos: Cooperar com todos os organismos de assistência local e em todas as iniciativas de engrandecimento da sua terra natal, sobretudo com fins de beneficência. Divulgação do cante alentejano.

- Realizam anualmente um Encontro de Grupos Corais na Freguesia.


In: “Corais Alentejanos” (em actualização), de JFP.

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

"OS JUDEUS DE PORTUGAL

(…)  
A chamada Esnoga nasceu dos esforços das três comunidades de judeus safarditas de Amesterdão, construída em 1672, consagrada em 1675 e remodelada no século seguinte, resistiu a tudo, até ao nazismo, que reduziu os judeus portugueses da Holanda a 800 pessoas.
(…) 
Em 1492, os Reis Católicos expulsaram os judeus de Espanha, e cinco anos depois D. Manuel ordenou aos judeus que se convertessem ou se fossem embora, uma decisão mimética e trágica. Os judeus da Península eram talvez cem mil e exilaram-se em diversas nações europeias. A República Holandesa acolheu muitos deles.
(…)
…Uma inscrição em português lembra os homens que ergueram aquele templo, os “zelosos favorecedores”, Moisés Curiel, Daniel Pinto, Moisés Israel Pereira, Isaac Pinto, José Israel Nunes, Samuel Vaz, David Salom de Azevedo, Abraão da Veiga, Jacob Aboab Osório, Jacob Israel Pereira, Isaac Henriques Coutinho ou Isaac Aboab da Fonseca, o primeiro rabino da sinagoga de Amesterdão, nascido em Castro Daire, Viseu.
(…)
… biblioteca. Funciona ininterruptamente desde 1616, é a mais antiga biblioteca judaica ainda em actividade … um quase-português de génio: Bento Espinosa, nascido em 1632 aqui em Amesterdão, filho de Miguel de Espinosa, natural da Vidigueira, Alentejo, comerciante ligado à marinha mercante e membro da comunidade judaica. … Espinosa foi o mais importante dos pré-iluministas: defendeu a separação entre política e a fé, a autonomia do conhecimento científico, a interpretação dos textos bíblicos como textos históricos, a tolerância e a democracia. … as opiniões de Espinosa foram condenadas como blasfemas pela comunidade judaica de Amesterdão … os seus escritos foram banidos pelas autoridades civis. … ele não é assim tão diferente dos homens inscritos em pedra nas paredes da Esnoga. Gente que Portugal não quis, mas que, por caminhos diferentes, contraditórios, às vezes ínvios, foram portugueses universais, portugueses das liberdades económicas, intelectuais ou políticas, judeus portugueses que fizeram o mundo moderno.”

De Pedro Mexia
In: E (a revista do Expresso, ed. 2257 de 30/1/2016), pág. E106




Espinosa nasceu em Amesterdão a 24 de Novembro de 1632 e viveu sempre na Holanda. Pertenceu a uma família de judeus portugueses, oriundos da Vidigueira, que emigrou para a Holanda. A inquisição em Portugal estava atenta aos cristãos-novos e perseguia-os se desconfiava que eram judeus que só se tinham convertido na aparência, praticando ocultamente a sua religião.

O pai, Michael ou Miguel de Espinosa casou por três vezes, sendo Bento de Espinosa filho da segunda mulher, Ana Débora de Espinosa. A mãe morreu quando o filho tinha apenas seis anos. Bento foi educado pela madrasta, Ester de Espinosa, com quem o pai casou dois anos após o falecimento da segunda mulher.

Bento de Espinosa fez os seus primeiros estudos na escola da comunidade judaica em Amesterdão, onde se familiarizou com o Antigo Testamento, o Talmud e outras obras de autores hebraicos.

Aquando da morte do patriarca da família, os filhos não ficaram em muito boas condições económicas. Bento deixou parte da sua herança à irmã e procurou o seu próprio sustento, enveredando pela profissão de polidor de lentes.


Além deste trabalho, foi atraído pelos estudos filosóficos e pelo pensamento crítico.

As suas ideias religiosas, divergentes da ortodoxia judaica, criaram-lhe conflitos com a comunidade israelita. Em 1656, após expressar livremente os seus ideais, foi excomungado e expulso da comunidade judaica.

Deixou Amesterdão para compilar as suas ideias e elaborar o seu sistema filosófico.

Escreveu várias obras, algumas ficaram por concluir, como De intelectus emendatione. Passou os seus últimos anos dedicado à composição de uma gramática de hebraico, Compendium Grammatices Linguae Hebraeae, que também não conseguiu terminar.

A sua profissão de polidor de lentes, que continuou sempre a exercer, em paralelo com a sua dedicação à filosofia, danificou-lhe a saúde devido ao pó que inalava, provocando-lhe uma doença pulmonar que o levou à morte em 20 de Fevereiro de 1677.


http://cm-vidigueira.bejadigital.pt/conhecer/bentoespinosa