Da Planície à Ilha, da Ilha à Planície Eram cinco horas e vinte minutos da manhã do dia 9 de Julho de 1998. Maria e José acordam sacudidos por um violento abalo de terra. - Não te assustes, meu amor! De vez em quando a ilha estremece. Deve ser Vulcano novamente irado. - tentava ela explicar a José o que frequentemente acontecia numa ilha vulcânica, criada na confluência das placas euro-asiática, norte-americana e africana. José não deu sinais de susto, tivesse embora achado estranho aquele abalo. Mais intenso devia ser do que aquele que, há 29 anos, apavorara, também de madrugada, toda a população em Évora. Com o sangue da juventude nas guelras, José não dera por nada. Ficaram-se os dois em silêncio de mãos dadas, na expectativa do que iria acontecer. No vazio da escuridão, a Natureza mantinha-se calma em sintonia com eles. O pasmo que experienciavam sugeria o estado em que a alma vestida de branco se prepara para uma iniciação. José pensava no dia em que, at...