sábado, janeiro 30, 2016

TRATADO DO CANTE - Grupos Corais:

VALE DE VARGO - SERPA:

Rancho Coral "Os Camponeses" de Vale de Vargo

Rua do M. F. A., 17 - 7830 Vale de Vargo





2014 Feira de Castro

 Ficha Técnica:

- O Rancho foi fundado em 1961.

- Ensaiam às Sextas feiras, à noite, na sede do Clube de Futebol de Vale de Vargo.

- Realizam o seu Encontro de Grupos Corais em Maio.

- O Rancho é composto por  20 elementos.

- Trajo: (1º.) - Camisa quadrejada (azul e branco); Calça preta; Lenço quadrejado (várias cores); Chapéu preto. (2º.) Etnográfico.

- Histórico: Tem uma média de 20 desempenhos por ano, em todo o País, com participações em Encontros de Grupos Corais, no Alentejo e na zona da grande Lisboa, onde a comunidade de Alentejanos é representativa. Destacamos: Actuações em todas as freguesias do concelho. Fora do concelho tem actuações em: Beja; Castro Verde; Vidigueira; Cuba; Évora; Mourão; Monsaraz; Portalegre; Lisboa (Casa do Alentejo); Monte da Caparica; Tires; Brandôa; Baixa da Banheira; Barreiro; Alverca; Seixal; Cacém; Braga; Porto; Castro D'Aire. Em França "Marly", durante 3 dias, em 1987.

- Registos Fonográficos:
·         1982 (K7): MODAS POPULARES DO CONCELHO DE SERPA
                                 (registo sonoro) ed.: Câmara Municipal de Serpa
                   Fonoteca Faialentejo: cota: FF CA K7-0056
·         Gravaram uma cassete audio em 1989.

- Repertório: Cantam as "modas" representativas da zona, com as letras adaptadas ao momento actual e à vida da sua terra.


In: “Corais Alentejanos” (em actualização), de JFP.

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

PORTUGAL – Notes and pictures, editions  SNI  Lisbon. 1952





Estatísticas:
Habitants (continente):
1900    5.423.132
1920    6.032.991
1940    7.722.152
1950    8.490.455

Densidade populacional (continente)
1900    59,1 /km2
1920    65,8
1940    84,2
1950    92,6

(Pag. 39)



TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF CA K7-0056

1982 (K7): MODAS POPULARES DO CONCELHO DE SERPA (registo sonoro) 




- Edição: Câmara Municipal de Serpa.

- Modas: Ó serpa Velhinha; Trigueirinha Alentejana; Que bonito não seria; Mariazinha; O Alentejo grita; Serpa do Alentejo; Ceifeiros do Alentejo; São João (frag.); Infelizes camponeses; Quando a barragem de Alqueva; Silva que estás enleada; Trabalhar a vida inteira; Olha a noiva se vai linda; O pobre trabalhador; Acorda, Maria, acorda; Nem só com armas de guerra; Moda do varejo; Já lá vem rompendo aurora; O Alentejo não esquece; Tira o capotinho; Salsa verde; Bombas de neutrões; Nossa Senhora das Pazes; É linda a nossa unidade; Tenho barcos tenho remos; Moda do Menino (fra.) É bonito ver no campo; Camponesa alentejana; Que inveja tens tu da rosa; O Passarinho; Já deixei o Alentejo; Reis (frag.) e chacota.

- Grupos: Grupo Coral da Junta de Freguesia de Vila Verde de Ficalho; Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa; Grupo Coral e Etnográfico “Os Camponeses de Pias”; Rancho Coral da Casa do Povo de Pias; Rancho Coral de Aldeia Nova de São Bento; Rancho Coral de Vale de Vargo; Rancho Coral “Os Ceifeiros de Serpa”

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF CA CD0056

2005 – (CD) ... Da Alma do Povo



- Editado por Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba.
- Modas: Ao romper da bel’aurora; Portugal és meu espaço; Oh! Loendreiro; A vida d’um almocreve; Ouvem-se os galos cantar; Quem há-de, senhor, quem há-de; No tempo da Primavera; A ribeira do Sol Posto; Quando abalei para os Açores, Solidão, Sou marinheiro, Eu já estava d’abalada; Está uma noite tão serena; Pelo toque da viola; Nossa Senhora do Carmo.

Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba.

sexta-feira, janeiro 29, 2016

TRATADO DO CANTE - Escrito...

Imagens do Alentejo (documentário da vida alentejana), de Henrique Zarco, colecção Amanhã, 1936, Imprensa Artística, Lda. Ilustrações de Manuel Ribeiro Pavia (1936 capa 2 cores, 3 il., extratexto 1 cor.)


Da colecção “Amanhã” aos seus leitores
“Desejando estimular o mercado livresco e tornar conhecidos alguns valores novos, ofuscados pela densa neblina onde gravita um punhado de astros sem luz própria, e cujo brilho é devido apenas aos reflexos reverberantes de velas acesas em Capelinhas do Elogio Mútuo, deliberou esta colecção pôr o seu esforço e boa vontade ao serviço de uma causa elevada, tentando arejar a mentalidade portuguesa a rajadas de luz, emitidas por novos sóis, com vida e brilho próprios.

(…)

Este volume, Imagens do Alentejo, documentário vivo e calcinante, sem grandes preocupações literárias, da fecundante região dos grandes senhores e dos grandes escravos, é uma obra essencialmente regionalista, onde são cantadas as belezas do seu solo, e as grandezas e misérias do seu povo, pelo jovem alentejano Henrique Zarco.

Este novel escritor, ao delinear esta obra, quis chamar a atenção dos homens de letras, artistas e governantes da nossa terra para essa fecundante região que se estende ao longo duma planície tam vasta, que se perde de vista na imensidade do dourado das espigas trazidas à superfície pelo esforço hercúleo dos seus filhos e … que não lhes garante o pão para o seu sustento.

É pois, para esse manancial de beleza ardente e artística, em cujo solo escaldante se abrasa e esquece este nobre povo alentejano, que apelamos para todos os corações sensíveis, que auscultem a vida desta dolente gente que revolve a terra em busca do minério e do pão.”

 ...

“Do grande poeta António Boto, publicamos esta formosíssima “Canção Mutilada”, escrita em louvor do povo que sofre e que trabalha nas escalvadas planícies do Alentejo.

Canção Mutilada

A tarde cai amaciando a terra,
E enchendo-a de miragens tentadoras
Enquanto o Sol,
Nos últimos alentos,
Se prende aos galhos de um arbusto
Que, ressequido, à beira de uma ermida,
Parece o próprio símbolo da Vida.

De enxada ao ombro, alguns trabalhadores,
Pisam o pó e as pedras dos caminhos
- Como bandeiras humanas
Movidas pelo infortúnio,
Sem alegria, sórdidos, curvados,
Mas enormes no seu frémito de luta!

Ah!, nem a Morte quer os homens
Quando eles são desgraçados!

As estrelas lá, no alto,
Riscam cintilantes brilhos.

E em bandos –
Os maltrapilhos,
Silenciosos e ateus,
Zombam do Amor
E até de Deus!

A miséria
Quando atola
O homem nos seus negros labirintos,
Dá-lhe, também, a loucura
Dos mais trágicos instintos…

Agora, neste momento,
A noite –
É a imensa realidade…

E eu julgo ver a justiça
Afundar-se na penumbra
Da sua inútil verdade.

Alentejo – 1936
António Botto”
(páginas 145 a 151)

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF CA CD0055
2005 – (CD) Monsaraz, Varanda do Alqueva.


- Editado por Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz.

- Modas: Monsaraz varanda do Alqueva, Meu lírio Roxo, Andorinha nossas penas, Monsaraz está situada, Ó meu lindo Guadiana, Linda Jovem era pastora, Moreninha alentejana, Monsaraz velhas muralhas, Hino ao Alentejo, Alentejo Alentejo, Primavera és tão linda, A triste pomba coitada, Morena de raça, Rosa mãe, Abre-te á campa sagrada, É tão grande o Alentejo.

Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz, Reguengos de Monsaraz.

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF CA K7-0055

1982    (reedição em 1990) (K7): Folclore de Portugal – 1º.  Prémio  do 1º. Festival de coros alentejanos 



-  Edição de METRO-SOM.

- Modas: Por essas campinas; És tão linda, ceifeira no campo; Sou português emigrante; Invejam-me as tuas rosas; Afonso Henriques um dia; Barco à vela; Pastorinha; Já te não lembras de mim; Trigueira de raça; Nos campos de Castro Verde; Ó Beja terra de fama; Flores da nossa terra; As nuvens que andam no ar; Vamos nós saindo; Vai de centro ao centro; Cidades, vilas e montes; Que bonito que seria; Nos campos do Alentejo.

Associação de Cante Alentejano "Os Ganhões", de Castro Verde

quinta-feira, janeiro 28, 2016

TRATADO DO CANTE - Escrito:

SEMENTES DO TERÇO, contos, de Domingos Carvalho. Edição de autor. Lisboa, 1956

Da sua dedicatória:

"(...). A todos aqueles que tendo nascido para almocreves, maiorais ou simples cavadores de enxada, iluminaram a minha infância turbulenta, com inestimáveis exemplos de honradez e dedicação."



Nota: Domingos Carvalho, homem que admirei pelo seu porte mental bem definido e de grande sabedoria que me incutia confiança  e de quem tenho saudades. Pelas conversas que trocámos na Casa do Alentejo, em Lisboa, leva-me a crer que era um homem em missão. Aqui deixo a minha homenagem. Bem haja!

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF CA CD0054

2005 – (CD) Semente à Terra.



- Editado por Grupo Coral da Damaia “Os Alentejanos”.

- Modas: Deitando a semente à terra, Fui-te ver estavas lavando, Lá vai uma embarcação, Levantei-me um dia cedo, Foste-te gabar ao “porto”, Que inveja tens tu das rosas, Oh! Vizinha dê cá lume, Fui-me embora para a cidade, Sado, Mira e Guadiana, Já morreu quem me lavava, Pastorinha, Semeando novos rumos, Pelo toque da viola.

Grupo Coral da Damaia “Os Alentejanos”, Damaia, Amadora.

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF  CA K7-0054

1987 – (K7) Meu Alentejo Querido Registo Sonoro)



- Edição: “Castra Castrorum”.

Modas: Meu Alentejo querido; Pensei em ir a Lisboa; A barrinha do meu lenço; A ribeira quando enche; Venho da Ribeira Nova; Adeus milha linda vila; Vá-se embora seu maroto; Quando o galo canta cedo; Se fores a Castro Verde; Rosa Branca desmaiada; Não quero que vás à monda; Levantei-me um dia cedo; A pombinha chora, chora; Modas dos Mastros.

Grupo Coral e Etnográfico Feminino "As Camponesas" de Castro Verde

quarta-feira, janeiro 27, 2016

TRATADO DO CANTE - Grupos Corais:

ALJUSTREL - ALJUSTREL

Grupo Coral do Sindicato da Indústria Mineira do Sul
"Mineiros de Aljustrel"
7600 Aljustrel





Ficha Técnica:

- O Grupo foi fundado em 18 de Janeiro de 1926.

- Ensaiam às Sextas Feiras, pelas 19 horas na Sede do Sindicato.

- O Grupo é composto por 23 elementos.

- Trajo: Fato de macaco, de cotim azul (trajo de mineiro); Lenço verde e vermelho; Capacete de mineiro.

- Histórico: Fazem entre 40 e 50 actuações por ano com desempenhos em todo o País em Encontros, Desfiles, Festas, Concursos e Festivais, com especial relevo para as actuações em todo o Alentejo e na zona da Grande Lisboa, onde são mais solicitados. Dos seus desempenhos salientam-se os seguintes: Televisão:          Festival da canção em 1989 para a RTP; Programa 1,2,3 no Canal 1; Programa em Português nos Entendemos, no Canal 2; Cerimónia de Entrada de Portugal na CEE, na TVI. Estrangeiro: Actuações na festa de L'Humanité, em França. Concursos: Beja,  Castro Verde, Casa do Alentejo. Festas: Festa do Avante; Festa da Amizade, no Larangeiro; Festa do Inatel em Serpa. Dia de Camões: Desempenhos no Teatro Trindade, São Pedro do Sul, Coliseu dos Recreios, Teatro D. Maria II, FIL. Festivais:   Festival Internacional de Folclore do Algarve. Entre outras.

- Registos Fonográficos:

. Um LP (vionil) com 2 registos (esgotado);

.1975 (Maio) (EP) vinil “Grupo Coral dos Operários Mineiros de Aljustrel”
- Edição: Arnaldo Trindade & Cª. Lda.
Cota FaiAlentejo: FF CA LP-028



.1975 (K7): Grupo Coral dos Operários Mineiros de Aljustrel Edição
- Edição: Arnaldo Trindade & Cª. Lda.
Cota Faialentejo: FF CA K7-0046

.1984 (K7): Grupo Coral dos Operários Mineiros de Aljustrel

.1996 (K7): Folclore Português
- Edição: Movieplay Portuguesa, SA
Cota Faialentejo: FF CA K7-0094


 .1996 (CD): “Colecção de Folclore Alentejano”
- Edição: de C. M. de Portel
- Gravado em 1948, pelo Prof. Joaquim Roque.
- Fonte: Grupo Coral Dr. Bento Parreira do Amaral da Casa do Povo do Sindicato Mineiro de Aljustrel.
Cota Faialentejo: FF CA CD-0034

.1998 (CD): O Cante da Água - Cante a Despique e Baldão
- Edição: ImagemImenso, Lda.
Cota Faialentejo: FF CA CD-0023
                                  
.2002 – (CD) Aljustrel Tradição Musical (Registo Sonoro),
- Editado por CNM – Companhia Nacional de Música
Cota Faialentejo: FF CA CD0047



- Repertório: Do seu reportório fazem parte as "modas", que se cantam no Alentejo, com a influência da zona onde estão inseridos e da sua profissão. Modas:    Hino dos Mineiros, Aljustrel é nossa terra, Ceifeira do Alentejo, Ao romper da bela aurora eu ouvi um passarinho, É tão grande o Alentejo, A galinha da minha vizinha, Aljustrel vila mineira, Já deixei o Alentejo, Ceifeira linda ceifeira, Alentejo dos trigais, Aljustrel do Alentejo no centro da agricultura, Quem há-de meu bem quem há-de, Dá-me um beijo morena, Vá-se embora seu maroto, Sines é porto de mar, Almocreve cantando, Ao romper da bela aurora sai o pastor da choupana, Aljustrel terra velhinha, Ao romper da bela aurora sai a pomba do pombal, Um raminho de flores, Grupo coral dos Mineiros no Sindicato assinado, Quando eu fui ao jardim, Nasce o Sol no Alentejo, Vai de centro ao centro, Vila de Aljustrel, Eu sou português, Vai colher a silva, Camponês alentejano, Grândola vila morena, Fim de sessão.

In: “Corais Alentejanos” (em actualização), de JFP.


Nota: Fotografias tiradas em 2014, no Encontro de Grupos Corais, na Feira de Castro.

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FaiAlentejo: FF  CA K7-0053

1984  (reedição em 1990) (K7): Cantares Alentejanos (registo sonoro).



- Edição de LUSOSOM

- Modas: Cantando na linda rama; Além daquela janela; Oh minha pombinha branca; Nós somos do Alentejo; Mas que noite tão serena; Algarve, Alentejo e Beiras;  A primeira vez que eu te disse adeus; Ceifeira, linda ceifeira; Guardo o meu gado no campo; A vizinha tem lá lume; Ia chegando às areias; O Infante D. Henrique; Só uma pena me existe; Lembra-me o tempo passado.

Associação de Cante Alentejano "Os Ganhões", Castro Verde

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Cota FiAlentejo: FF CA CD0053

S/D – (CD) “Ho! Baleizão Baleizão...” (Registo Sonoro).



- Editado por Grupo Coral de Baleizão

- Modas: Aldeia de Baleizão; Ai, ai, meus senhores; Meu lindo Alentejo; Cabelo entrançado; Lindo ramo verde escuro; Dáme um beijo, morena; Ó águia que vais tão alta; Há lobos sem ser na serra; Um rancho de mondadeiras; Ó vizinha tem cá lume; Do alto da minha aldeia; Ó Baleizão, Baleizão.

Grupo Coral de Baleizão.

terça-feira, janeiro 26, 2016

TRATADO DO CANTE - Grupos Corais:

CASTRO VERDE

Grupo Coral e Etnográfico Feminino "As Camponesas" de Castro Verde
CORTIÇOL - Rua Professora Ema Júlio Valente, 36 - 7780 Castro Verde





Ficha Técnica:            

- Em Março de 1984, sob a égide da "Castra Castrorum" - Associação de Defesa do Património Natural e Cultural do Concelho de Castro Verde, um Grupo de mulheres quebrou o medo e mudez, formando um Grupo coral feminino.

- Ensaiam às Quartas-feiras, às 21,30 horas.

- O Grupo é composto por 26 elementos.

- Coordenador:  CORTIÇOL.
         
- Trajo: Trajadas a rigor, as Camponesas, mostram as seguintes figuras:
. Domingueiro:   Camisa de cor; Casaco e Saia comprida; Avental bordado, descaído; Lenço garrido sobre a cabeça, apanhado à frente, com as pontas a cair sobre o peito; meias de linha, de cor; chapéu preto.
. Ceifeira: Camisa de cores; saia comprida, apanhada entre pernas; Lenço colorido, apanhado de rebuço; chapéu preto; meia de linha, de cor; Bota de cabedal de cano, com atacadores; Alcofa para o farnel.
. Mondadeira: Camisa de cores; saia comprida, apanhada entre pernas; Lenço colorido, apanhado de rebuço; chapéu preto; meia de linha, de cor; Bota de cabedal de cano, com atacadores; Sacho de mondadeira.
. Apanhadeira de Azeitona: Camisa de cores; saia comprida, apanhada entre pernas; Lenço colorido, apanhado de rebuço; chapéu preto; meia de linha, de cor; Bota de cabedal de cano, com atacadores; Alcofa com duas asas para a azeitona.
. Aguadeira: Camisa de cores; saia comprida, apanhada entre pernas; Lenço colorido, apanhado de rebuço; chapéu preto; meia de linha, de cor; Bota de cabedal de cano, com atacadores; Cântaro de barro e Cocharro de cortiça.

- Histórico: Contra a corrente, enfrentando os ventos adversos como todos os que ousam, em Castro Verde um Grupo de mulheres afirma-se elevando-se individualmente e arroga-se colectivamente o direito de defender a sua cultura: cantando de novo as modas que há muitos anos atrás, cantavam na ida para o trabalho, no trabalho e no regresso do trabalho.
Têm-se multiplicado as actuações do Norte ao Sul do País, levando, qual Embaixada, o testemunho fiel da nossa cultura genuína. Logo no ano da sua fundação, em Junho de 1994 obteve o primeiro lugar no Concurso do traje que se realizou em Beja. Actuam em todo o Alentejo e na zona da grande Lisboa, em Encontros, Desfiles e Festas. Tem uma média de 25 a 30 desempenhos por ano.

- Repertório: As modas que cantam resultam de aturadas pesquisas em que se montam peça por peça, silaba por silaba, versos esquecidos, estilos perdidos e costumes abandonados na pressa imposta pela corrida atrás do progresso.
Cassete (Canto das terras brancas I) (1994): Trigueira de raça; Muito Bem parece; Ao romper da bela aurora; Que inveja tens tu das rosas; Ao passar da ribeirinha; Ceifeira, linda ceifeira; Na estação de Vila Nova. CD (Vozes das terras brancas) (1996): Castro Verde é nossa terra; Ao romper da bela aurora; A pombinha chora, chora; Já lá vem o barco à vela; Camponesa; Rosa Branca Desmaiada; Invejam-me as tuas rosas; Quando o galo canta cedo; Ceifeira, linda ceifeira; Muito bem parece; Estação de Vila Nova; Ó Castro, terra de amores; Não quero que vás à monda; Ó vai ó linda; Andorinha; Vamos nós saindo.

- Registos Fonográficos:  

Cota FaiAlentejo: FF CA K7-0054
1987 – (K7) Meu Alentejo Querido Registo Sonoro)
Edição: “Castra Castrorum”

Cota FaiAlentejo: FF CA K7-0052
1994 (K7): Cantos das Terras Brancas I (registo sonoro)
Edição: CORTIÇOL – Coop. De Informação e Cultura, CRL.
Grupos: Violas Campaniças; As Camponesas; Moda Campaniça; Os Carapinhas.

Cota FaiAlentejo: FF CA CD-0024
1995 (CD): “Cante de Natal e Ano Novo” (registo sonoro).
Edição: ImagemImenso, Lda.
Grupos: Os Vindimadores da Vidigueira; Cubenses Amigos do Cante; As Camponesas de Castro Verde; Alma Alentejana de Peroguarda; Os Ceifeiros de Cuba.

Cota FaiAlentejo: FF CA CD0011
1996 – (CD) CASTRO VERDE Vozes das terras brancas (Registo Sonoro).
Edição:  EMI – Valentim de Carvalho, Música Lda.


Cota FaiAlentejo: FF CA CD0012
Cota: 0 GRU BMBL CD03264. Biblioteca Municipal de Beja.
1997 – (CD) Modas dos Mastros (Registo Sonoro).
Edição da CORTIÇOL – Cooperativa de Informação e Cultura, CRL


In: "Corais Alentejanos" (em actualização), de JFP.

Nota: Duas fotos tiradas no Encontro de Grupos Corais, na Feira de Castro de 2014.