sábado, fevereiro 02, 2019

TRATADO DO CANTE – Gente do Cante:


JOSÉ ROQUE, Cuba (Ser de todos os Cantes)



Conheci o José Roque nos anos de 1996/97, quando quis dar respostas às questões do Cante que me atormentavam.

A partir daí enveredámos, sim, enveredámos uma caminhada na procura dos melhores caminhos para o Cante. O Nosso Cante! Estamos no bom caminho!

A partir de 1997, no Cante, nada ficou como dantes. Os resultados estão à vista.

Grupo "Vozes do Cante" na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

TRATADO DO CANTE - Gente do Cante:


Joaquim Cardoso, Monsaraz (ele era o Cante).
Grupo Coral da Junta de Freguesia de Monsaraz, Reguengos de Monsaraz.




Grande animador. Tinha um sentido inato de saber ler os impulsos para as melhores práticas do Cante. O Grupo que coordenou é um belo exemplo de como deve ser um Grupo Coral Alentejano o que registo com muito apreço.

A sua grande preocupação era elevar o Nosso Cante, no sentido da sua valorização e dignificação.

Não me é fácil falar sobre este Grande Senhor do Cante, de quem tenho uma enorme saudade. Sugiro que seja instituído um encontro/concurso de Cante, em sua homenagem na sua freguesia com periodicidade a considerar.

quinta-feira, janeiro 31, 2019

TRATADO DO CANTE - Gente do Cante:

TI CHICO DO MOINHO.
Homem versado no cante de quem recebi muitos ensinamentos.

Estação de Ourique/ Casével. 




quarta-feira, janeiro 30, 2019

segunda-feira, janeiro 28, 2019

TRATADO DO CANTE - Escrito:

CANTE
(Após conversa com António Cunha, quando em Serpa Paulo Lima geria a Casa do Cante)

Canta acima da garganta
quem assim anda cantando.
Este coral que nos cantando
inspirou-se respirando.

Não precisou de procura.
Nada lhe estava distante.
Tinha a terra e a ternura
pela terra que é constante.

Tendo o longe à sua altura
e à do céu, foi-lhe bastante
pedir o tempo à lonjura,
pedir à terra o semblante.

Também tendo a desventura,
que não quis nem um instante,
tentou encontrar-lhe cura
dando-a ao vento levante.

Deu arado à terra dura
tornou o pão abundante.
Tirou do sol que fulgura
durante o dia diamante.

Pediu para a noite escura
prata à sua vigilante
- a noite que lhe murmura,
tornando a terra cantante.

A tota esta mistura
juntou-se o seu semelhante
e, em coro, tudo figura
e se prolonga no cante.”



in: Tempo da Terra

Martinho Marques
Edição de autor
Capa (ilustração): António Paisana
Capa (fotografia etextura): António Cunha

Outubro de 2018.
Pág.s: 30/31.