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Subsídio para o Tratado do cante

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o nome dos poetas populares.... (...) No contexto de uma sala de aula Não estarem esses nomes me dá pena A escola devia ensinar Pro aluno não me achar um bobo Sem saber que os nomes que eu louvo São vates de muitas qualidades O aluno devia bater palma Saber de cada um o nome todo Se sentir satisfeito e orgulhoso E falar deles para os de menor idade O nome dos poetas populares (...) Poema de Padre António Vieira. Maria Bethânia dá voz e alma (CD Pirata, faixa 12). Que deveria estar na boca do povo. Registo de memória Longe vão os tempos da minha infância. Recordo-os com muita saudade. Tive uma infância rica! Foram-me dadas possibilidades e ocasiões de leitura e de grande entendimento sobre tudo o que me rodeava. Soube ler! Na minha terra «Montoito» havia tudo e de quase tudo para a minha evolução. Registo com agrado esta paixão pelo cante que me alimenta desde então. De tal maneira o cante está entranhado que ainda hoje não consigo despegar na tentativa de saber ainda mais sobre tão n...

CANTE NO BAIRRO ALENTEJANO - PALMELA

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GRANDE TARDE DE CULTURA E CANTE ALENTEJANO S.R.C.P BAIRRO ALENTEJANO - PALMELA DIA 05 JUNHO 15,30 HORAS PARTICIPAM OS GRUPOS CORAIS: - 1º DE MAIO DO BAIRRO ALENTEJANO ; - DA ASSOCIAÇÃO DAS COMUNIDADES DE TUNES; - FEMININO "ALMA NOVA" DE FERREIRA DO ALENTEJO; - MASCULINO DE BALEIZÃO ; - ALENTEJANO DA BRANDOA; - MUSICAL "VOZES DA PLANICE" DA BAIXA DA BANHEIRA .

A PAIXÃO DO CANTE

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A motivação para o cante é a que me vem de raiz: porque sou alentejana; porque gosto; porque já na terra cantava; quando vínhamos do trabalho, fazíamos paradinhas, em círculo, para cantar as modas e porque também ajuda a passar os problemas. Mavilde Nobre Com a força gregária que a sua poderosa terra lhes incute, os alentejanos levam do berço a arte de cantar. Não fosse a necessidade, nunca o alentejano sairia do seu torrão natal. A ausência dele, a lonjura do afastamento, arrasta estados depressivos, fruto de enormes interrogações sobre o sentido da vida dele distante. Este estado saudoso, no entanto, é mitigado pelo cante. Em grupo, as vozes unem-se num cante melancólico que eleva o seu querido Alentejo ao mundo, afastando assim a solidão. A existência de Grupos na zona da Grande Lisboa que conhecemos através do trabalho de investigação e recolha, feito em 1996/97 e que se encontra reproduzido no livro Corais Alentejanos, de José Francisco Pereira, editado em 1997, é o nosso cartão d...

QUE MODAS? ... QUE MODOS? - PAINEL A

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DIA 8 DE NOVEMBRO DE 1997 - SÁBADO 09H00 SESSÃO DE ABERTURA Na abertura dos trabalhos falou o Presidente da Assembleia Geral da Casa do Alentejo, Prof. José Chitas, que se congratulou com o evento. Apresentou as boas vindas a todos os congressistas. Pediu um minuto de silêncio em memória das vítimas da tragédia que assolou o Alentejo, nos últimos dias. O Comissário do Congresso: Ao longo deste tempo todo convivi com os elementos dos grupos corais, privei com algumas pessoas, onde foram abordados variadíssimos temas, que naturalmente iriam cair, no cante alentejano. Foi de facto um esforço muito grande, mas eu creio que estou compensado por isso e por aquilo que gosto do cante alentejano e também por ser alentejano, embora viva na zona da grande Lisboa, onde a gente às vezes, até nas modas que se cantam nessa zona, não levam aquele timbre, aquela fala, tão específica porque entretanto as coisas já foram moldadas, eu se calhar também sofro por isso. Mas, a mensagem que este secretariado ...