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À MINHA “MODA” Esta moda é que era a minha No tempo em que eu a adorava Esse tempo já findou Tudo o que é bom se acaba CANTE  (expressão que define o canto alentejano) Cantigas  ... naturalmente porque se cantam! Já não tenho pai nem mãe, Nem nesta terra parentes,   Sou filho das águas turvas, Neto das águas correntes. Ó minha mãe, minha mãe, Ó minha mãe, minha amada, Já perdi a minha mãe, Já não faço gosto em nada. "Variadas são as cantigas populares. As mais delas exprimem os sentimentos da pessoa humana. A paixão do amor tem especial relevo. Toda a gama de sentimentos que constituem a vida afetiva do indivíduo, elas exprimem. O prazer e a dor, a alegria e a tristeza, o ódio, o ciúme, a inveja, o desgosto, a resignação, a saudade, a melancolia, o orgulho, etc., tudo nelas se versa. Os próprios sentimentos - religioso, moral, intelectual, estético - aí se retratam. A flora e a fauna da região, os astros, as prod...

Cante - «Há que dotar os grupos corais de capacidade organizativa»

Há perto de 20 anos que José Francisco Pereira, autor do blogue Tratado do Cante, faz um trabalho de levantamento minucioso daquela expressão musical alentejana. Uma análise que lhe permite uma visão retrospectiva e comparativa. Hoje canta-se mais jovem e também no feminino, sublinha o investigador. Há, contudo, que «sensibilizar e dotar os grupos corais de capacidade organizativa». Ver mais em: http://www.cafeportugal.pt/pages/estudos_artigo.aspx?id=6404

O CANTE, expressão monumental do Ser alentejano

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A Paixão do cante Nascido e criado na bonita vila alentejana de Montoito, concelho do Redondo, distrito de Évora, foi-me dada, logo na infância, a possibilidade de poder participar na lógica do cante. E que lógica! Ainda hoje não me consigo separar desta forma de Ser Alentejano. Foi “bichinho” que ficou para todo o sempre. Ao longo dos anos e sempre com o sentido no cante e na forma de o entender melhor, empreendi em 1995, uma cruzada, sem apoios, que ainda não está concretizada, mas que já deu alguns frutos. Em 10 de Novembro de 1995, pedi apoio à então Secretaria de Estado da Cultura que deu este parecer: “O projecto apresentado não garante a solidez científica de um trabalho que só pode ser feito com um enquadramento institucional adequado (designadamente universitário) e por profissionais devidamente habilitados para o efeito. 18-12-95, ass) Rui Vieira Nery”. Então, depois de exaustivo trabalho presencial junto de todos os grupos corais existentes (nalguns casos, mais...

Moita - Câmara Municipal :: Notícias - Espólio sobre cultura alentejana doado à Biblioteca da Baixa da Banheira#.T5qx2lCwgf4.facebook#.T5qx2lCwgf4.facebook

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A Paixão do Cante no Bairro Alentejano de Palmela

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A motivação para o cante é a que me vem de raiz: porque sou alentejana; porque gosto; porque já na terra cantava; quando vínhamos do trabalho, fazíamos paradinhas, em círculo, para cantar as modas e porque também ajuda a passar os problemas. Mavilde Nobre

OS MESTRES DO CANTE

Ao mestre Ermelindo Galinha . É necessário recordar e homenagear os mestres do cante alentejano, como figuras cujos nomes ficarão para sempre ligados ao nosso cante e na nossa memória ficarão registados como figuras de referência. Pianinho, pianinho, Sem a voz salientar! Quem não souber que não cante! Agora ... vozes ao ar! Já bem longe dos tempos que teimosamente se pretendem reviver, podemos afirmar aqui com todo o brilhantismo que o nosso cante é, sem dúvida nenhuma, o elo mais forte do povo alentejano. E que ainda se mantém em tal estado de pureza que, por mais que custe (e custa), não foi deteriorado na sua forma e, portanto, o consideramos como o cantar mais genuíno e representativo do nosso Alentejo. Toda esta boa forma do cante e do rigor interpretativo, salvo raras excepções, é fruto de uma escola que tem a sua “sala de aulas” no Alentejo, onde aprenderam os que se ausentaram e os que ainda permanecem. Por isso, todos os alentejanos têm o saber de cantar. Notem o conteúdo poé...

Subsídio para o Tratado do cante

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o nome dos poetas populares.... (...) No contexto de uma sala de aula Não estarem esses nomes me dá pena A escola devia ensinar Pro aluno não me achar um bobo Sem saber que os nomes que eu louvo São vates de muitas qualidades O aluno devia bater palma Saber de cada um o nome todo Se sentir satisfeito e orgulhoso E falar deles para os de menor idade O nome dos poetas populares (...) Poema de Padre António Vieira. Maria Bethânia dá voz e alma (CD Pirata, faixa 12). Que deveria estar na boca do povo. Registo de memória Longe vão os tempos da minha infância. Recordo-os com muita saudade. Tive uma infância rica! Foram-me dadas possibilidades e ocasiões de leitura e de grande entendimento sobre tudo o que me rodeava. Soube ler! Na minha terra «Montoito» havia tudo e de quase tudo para a minha evolução. Registo com agrado esta paixão pelo cante que me alimenta desde então. De tal maneira o cante está entranhado que ainda hoje não consigo despegar na tentativa de saber ainda mais sobre tão n...

CANTE NO BAIRRO ALENTEJANO - PALMELA

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GRANDE TARDE DE CULTURA E CANTE ALENTEJANO S.R.C.P BAIRRO ALENTEJANO - PALMELA DIA 05 JUNHO 15,30 HORAS PARTICIPAM OS GRUPOS CORAIS: - 1º DE MAIO DO BAIRRO ALENTEJANO ; - DA ASSOCIAÇÃO DAS COMUNIDADES DE TUNES; - FEMININO "ALMA NOVA" DE FERREIRA DO ALENTEJO; - MASCULINO DE BALEIZÃO ; - ALENTEJANO DA BRANDOA; - MUSICAL "VOZES DA PLANICE" DA BAIXA DA BANHEIRA .

A PAIXÃO DO CANTE

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A motivação para o cante é a que me vem de raiz: porque sou alentejana; porque gosto; porque já na terra cantava; quando vínhamos do trabalho, fazíamos paradinhas, em círculo, para cantar as modas e porque também ajuda a passar os problemas. Mavilde Nobre Com a força gregária que a sua poderosa terra lhes incute, os alentejanos levam do berço a arte de cantar. Não fosse a necessidade, nunca o alentejano sairia do seu torrão natal. A ausência dele, a lonjura do afastamento, arrasta estados depressivos, fruto de enormes interrogações sobre o sentido da vida dele distante. Este estado saudoso, no entanto, é mitigado pelo cante. Em grupo, as vozes unem-se num cante melancólico que eleva o seu querido Alentejo ao mundo, afastando assim a solidão. A existência de Grupos na zona da Grande Lisboa que conhecemos através do trabalho de investigação e recolha, feito em 1996/97 e que se encontra reproduzido no livro Corais Alentejanos, de José Francisco Pereira, editado em 1997, é o nosso cartão d...

QUE MODAS? ... QUE MODOS? - PAINEL A

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DIA 8 DE NOVEMBRO DE 1997 - SÁBADO 09H00 SESSÃO DE ABERTURA Na abertura dos trabalhos falou o Presidente da Assembleia Geral da Casa do Alentejo, Prof. José Chitas, que se congratulou com o evento. Apresentou as boas vindas a todos os congressistas. Pediu um minuto de silêncio em memória das vítimas da tragédia que assolou o Alentejo, nos últimos dias. O Comissário do Congresso: Ao longo deste tempo todo convivi com os elementos dos grupos corais, privei com algumas pessoas, onde foram abordados variadíssimos temas, que naturalmente iriam cair, no cante alentejano. Foi de facto um esforço muito grande, mas eu creio que estou compensado por isso e por aquilo que gosto do cante alentejano e também por ser alentejano, embora viva na zona da grande Lisboa, onde a gente às vezes, até nas modas que se cantam nessa zona, não levam aquele timbre, aquela fala, tão específica porque entretanto as coisas já foram moldadas, eu se calhar também sofro por isso. Mas, a mensagem que este secretariado ...