quarta-feira, abril 13, 2016

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

AS PEDRAS e as PALAVRAS



“As pedras foram o meu mundo
(…)
Galopim de Carvalho sublinhou que o seu livro - «As Pedras e as Palavras» é o fruto de alguns anos de artigos e crónicas que espelham – “são 50 anos de actividade docente nos quais” e “as palavras a forma de as especificar”.
Referiu que as «pedras» são centrais na história do homem - «Pedro vem de Pedra. Pedro serás o suporte do mundo”.
Na sua obra recorda pessoas que marcaram a sua vida – Orlando Ribeiro ou Carlos Pinto Coelho.

Apanhei azeitonas
Numa conversa informal, aberta, como quem conta um conto, Galopim de Carvalho falou de seu percurso de vida, partilhou memórias.
“Sei fazer queijo, sei por meias solas nos sapatos. A minha primeira profissão foi carpinteiro. Fiz de tudo em criança. Apanhei azeitona. Fui acumulando experiências no meu Alentejo”, afirmou.
Recordou que o seu primeiro livro – “O cheiro da madeira” – tem esse título por recordar o seu tempo de “aprendiz de carpinteiro – “ainda hoje sinto o cheiro da resina”. 

Fui mau aluno na escola
“Fui mau aluno na escola. Levei reguadas por dar erros. Odiei o meu professor. Nunca mais lhe falei. Fiquei muito magoado”, Galopim de Carvalho, recordava, como quem conversa com um grupo de amigos, a sua história de vida.
“Detestei sempre a escola. Tive sempre uma relação sempre difícil com a escola”, sublinha.

Foi assim que ganhei o bichinho pela Geologia
Refere quando frequentava o Liceu, em Évora, o professor Cassiano Viana, que o motivou à descoberta das pedras.
“Existiam caixotes cheios de pedras, que eram oferecidas pelas Minas ao Liceu. Começámos a limpá-las e classifica-las. Foi assim que ganhei o bichinho pela Geologia”, salientou.
(…)”





A. M. Galopim de Carvalho

Nasceu em Évora, em 1931. É professor catedrático jubilado pela Universidade de Lisboa, tendo assinado no Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências desde 1961. É autor de 21 livros, entre científicos, pedagógicos, de divulgação científica e de ficção e memórias. Assinou mais de 200 trabalhos em revistas científicas. Como cidadão interventor, em defesa da Geologia e do património geológico, publicou mais de 150 artigos de opinião. Foi diretor do Museu Nacional de História Natural, entre 1993 e 2003, tempo em que pôs de pé várias exposições e interveio em mais de 200 palestras, pelo país e no estrangeiro.



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