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TRATADO DO CANTE - Epígrafes:

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Um dia Alentejo!? quem p'ra ti olhar... “Continua a acreditar que, com o teu sentimento e o teu trabalho, estás a participar em algo maior; quanto mais cultivares esta convicção dentro de ti, mais a realidade e o mundo progredirão a partir dela.” Rainer Maria Rilke (1875/1926)

TRATADO DO CANTE - Escrito:

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"HOJE... CANTO EU! Nas minhas andanças pelas terras do sul, desde muito novo apercebi-me que os meus vizinhos do Alentejo exteriorizavam as suas emoções de maneira diferente daquilo que me era dado ver no meu país algarvio: - A linguagem era muito igual, mas a maneira de cantar as alegrias e tristezas era bastante diferente: se calhar algum especialista mais avisado diria que uns e outros se completam e se calhar ainda se conseguirá uma relação antropológica (será?) entre o “Corridinho” e o “Cante”, não esquecendo as “Saias” que desde cedo ouvia aos sábados à porta do mercado de Olhão.  Muitos anos passaram, e eis que quase sem saber porquê me vejo integrado nesta problemática tão bela como intrigrante, tão controversa como original, que se chama “Cante Alentejano”. Num mundo de curiosos e entendidos como é o nosso aqui à beira-mar plantado, é muito fácil falar de tudo sem saber de nada: aí eu não alinho, confesso-me ignorante nesta matéria, mas peço licença para...

TRATADO DO CANTE - Provas de Cante:

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2013 05 18 Festival Islâmico de Mértola Oficina de Cante:

TRATADO DO CANTE - Diáspora:

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Da Planície à Ilha, da Ilha à Planície Eram cinco horas e vinte minutos da manhã do dia 9 de Julho de 1998. Maria e José acordam sacudidos por um violento abalo de terra. - Não te assustes, meu amor! De vez em quando a ilha estremece. Deve ser Vulcano novamente irado. - tentava ela explicar a José o que frequentemente acontecia numa ilha vulcânica, criada na confluência das placas euro-asiática, norte-americana e africana. José não deu sinais de susto, tivesse embora achado estranho aquele abalo. Mais intenso devia ser do que aquele que, há 29 anos, apavorara, também de madrugada, toda a população em Évora. Com o sangue da juventude nas guelras, José não dera por nada. Ficaram-se os dois em silêncio de mãos dadas, na expectativa do que iria acontecer. No vazio da escuridão, a Natureza mantinha-se calma em sintonia com eles. O pasmo que experienciavam sugeria o estado em que a alma vestida de branco se prepara para uma iniciação. José pensava no dia em que, at...

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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MINHA MÃE AMASSA O PÃO "(...) Minha mãe amassa os passos De quem passa à nossa rua – Corta-se o pão em pedaços, E o rumor lá continua. Ó pão feito com medronho, Fermento de embriaguez, Nesta quadra aqui te ponho, Pra levedar outra vez. ( Mãe, integraste o negrume Que atrás de nós se arrasta – Esse carvão virou lume, Minha alma ficou mais vasta. ) (...)" de António Simões

TRATADO DO CANTE - Referências:

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ARTISTA PLÁSTICO DO CONGRESSO DO CANTE ALENTEJANO REALIZADO EM BEJA EM 8 E 9 DE NOVEMBRO DE 1997: ANTÓNIO GALVÃO   Nasceu em Moura, 1945.  Está representado em diversas colecções nacionais e estrangeiras.  (…) “... Em António Galvão a primeira pincelada de cor que lança na tela é um espaço branco de esperança, o encontro do seu coração em ardências frescas e mutações azuis... A gala de amar a sua Moura ... Esta preocupação é um caso impar na pintura portuguesa.” Artur Bual                   “... António Galvão é um poeta que, justamente por ser poeta e alquimista, não se limita ao inventário, à recenção ou ao testemunho do real, mas sim e principalmente à criação ou recriação que não sendo cópia nem retrato do real, é, por isso mesmo, a sua mais exacta (e bela) imagem. Traduzido para o papel ou para a tela, o Alentejo (e não só) é, na interpretação d...

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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“Pode lá deixar de ser belo um entardecer de Outono, quando o tom ocre dos restolhos é já cinzento e o verde das azinheiras e silvados se dilui também nessa meia-tinta, nesse tom incerto que não sendo azul não é cinzento, por cima do qual o céu se mostra ainda em fogo, enquanto ao longe, do “monte” perdido entre os montados de azinho, vem uma voz que entoa uma canção dolente, o “cante” alentejano, hino que louva e chora o sol que morre...” Transcrito de um jornal militar da então portuguesa Guiné-Bissau: In: Boletim do Cante Alentejano , nº. 0. Agosto de 1997.

TRATADO DO CANTE - Votos:

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O Cante, expressão monumental do Ser Alentejano. Al-Zéi AO CANTE DOS CEIFEIROS DE CUBA (75º Aniversário) Declaração de votos (75): a. (…) Em linha, à borda do trigo, distanciados seis metros uns dos outros, começaram a terrível faina da ceifa (…) [1]   01. que com nobreza de carácter dignifiquemos os Ceifeiros; 02. que o seu exemplo por demais vivido seja reposto demasiadamente; 03. que conste do nascer ao pôr do sol no eterno da nossa alma; 04. que no pão que comemos os entendamos; 05. que da sua árdua tarefa nos eleve ao silêncio melancólico do seu sentir; 06. que vá bem longe o seu relato; 07. que respeitosamente os admiremos; b. “(...) - Vai chamar os Homens da ceifa. (...) Os Ceifeiros pareciam estar sozinhos; faziam um círculo (...) e iam desfiando quadras(...) A toada foi ecoando (...)” [2] 08. que ao romper da bela aurora se padeça; 09. que de ai solidão, solidão , nos confundamos; 10. que na barrinha do meu lenço nos apostemos; 11...

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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MINHA MÃE AMASSA O PÃO "(...) Minha mãe amassa a ladra Que é a fugidia hora, Que nesta terrena quadra, Pouco tempo nos demora. Minha mãe amassa a ladra Que é esta breve passagem, Que nos rouba e nos esmaga Longe do fim da viagem. Minha mãe amassa sempre Para nos matar a fome – Pão nosso da nossa gente, Bendito seja o teu nome. (...)" de António Simões

TRATADO DO CANTE - Grupos Corais:

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VALE DE VARGO - SERPA: Rancho Coral "Os Camponeses" de Vale de Vargo Rua do M. F. A., 17 - 7830 Vale de Vargo Ficha Técnica: - O Rancho foi fundado em 1961. - Ensaiam às Sextas feiras, à noite, na sede do Clube de Futebol de Vale de Vargo. - Realizam o seu Encontro de Grupos Corais em Maio. - O Rancho é composto por  20 elementos. - Trajo: (1º.) - Camisa quadrejada (azul e branco); Calça preta; Lenço quadrejado (várias cores); Chapéu preto. (2º.) Etnográfico. - Histórico: Tem uma média de 20 desempenhos por ano, em todo o País, com participações em Encontros de Grupos Corais, no Alentejo e na zona da grande Lisboa, onde a comunidade de Alentejanos é representativa. Destacamos: Actuações em todas as freguesias do concelho. Fora do concelho tem actuações em: Beja; Castro Verde; Vidigueira; Cuba; Évora; Mourão; Monsaraz; Portalegre; Lisboa (Casa do Alentejo); Monte da Caparica; Tires; Brandôa; Baixa da Banheira; Barreiro; Alverca; Seixal;...

TRATADO DO CANTE - Grupos Corais:

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SERPA: Grupo Coral Etnográfico "Os Arraianos" de Vila Verde de  Ficalho, Serpa. Sociedade Recreativa 1º. de Dezembro Largo Amílcar Pinto, 10 - 7830 Vila Verde de Ficalho            Ficha Técnica:            - O Grupo foi fundado em 1937. - Ensaiam às Terças e Sextas-feiras, à noite, na Sociedade Recreativa 1º. de Dezembro. -  Realizam o seu Encontro de Grupos Corais em Agosto. - O Grupo é composto por 25 elementos. - Trajo: Calça azul, escura; Colete preto; Camisa branca; Lenço vermelho; Chapéu preto, de aba direita. - Histórico: Tem feito demonstrações de "cante" por todo o país, merecendo referência as actuações em: Matosinhos; Aveiro; Lisboa; Águeda; Mamarosa (Oliveira do Bairro); Braga. No Estrangeiro já actuaram em: Strasbourg (Parlamento Europeu). Participam em Encontros de Gru...