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TRATADO DO CANTE - É Natal:

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1996 (CD): Colecção de Folclore Alentejano (registo sonoro, com livreto) - Edição: Câmara Municipal de Portel - Cânticos: O Deus-menino (Aljustrel); O menino (Vidigueira); O Deus-menino (Aldeia Nova de São Bento); O Deus-menino (Aljustrel); As janeiras (Vila de Frades); Os Reis (Castro Verde); Os três cavaleiros (Aldeia Nova de São Bento); Os três cavalheiros (Peroguarda); O canto das almas (Peroguarda).  (...) FF CA CD-0034 - FaiAlentejo

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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"o universo é como que um meio sem pontas …" “(…) A saudosa Natália Correia que tanto amava o Alentejo, contou-me um dia um episódio passado com ela (…). Eis essa história, mais tarde recordada pela pena de seu marido o poeta Dórdio de Guimarães (na comunicação apresentada no “Encontro Outono Poético”, realizado em Monsaraz de 18 a 20 de Novembro de 1994): Numa dessas tardes então percorríamos nós uma estrada que, vinde de Évora, se embrenhava numa famosa zona onde abundavam preciosidades megalíticas como antas, dolmens e menires, quando deparámos com um vagabundo, maltês típico, saindo estremunhado da gruta de uma anta. Natália, surpreendida, pediu que o automóvel parasse com o intuito de interpelar a singular criatura. Trocadas as primeiras palavras, o nosso maltês, sábio e pachorrento, esclareceu-nos que, como era evidente, a sua profissão era andar de terra em terra, comendo o que apanhava ou lhe davam e dormindo onde calhava. Daí, ter-se acolhido na ...

TRATADO DO CANTE - Escrito:

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“A CRIAÇÃO DA POESIA POPULAR PORTUGUESA (…) Havendo selecionado as cantigas deste livro em dezenas de cancioneiros regionais ou locais e em cerca de sessenta mil trovas, mais ou menos diferentes, tivemos ocasião de constatar que o acervo das mais belas quadras, das que em si guardam mais sabor e expressão popular, se canta de norte a sul e leste a oeste, em todos os cantos de Portugal. Constitui uma espécie de Bíblia lírica, de Evangelho do amor, adotado e aperfeiçoado por todo o povo português. Duas outras razões nos convenceram dessa predominante origem e genuinidade popular das trovas cantadas pelo povo. Primeiramente, o talha e a fragância rústica dessas pequenas flores. Dalgumas a beleza e o primitivismo formal são inseparáveis da linguagem do povo. Ouça-se esta quadra alentejana que reproduzimos, sem alteração de sinal gráfico, do “ Cancioneiro Alentejano ” de Victor Santos, tão pura de forma, tão cheia de côr e pitoresco desgarre: S’és galo alivanta a crista, ...

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

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 CÂNTICOS DE NATAL 2014 – (CD) “Monsaraz do Natal aos Reis” - Edição: Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz. - Coordenação de Joaquim Cardoso. - Temas/Cânticos: Romance; Menino Jesus; Virgem Santa Maria; Natal, luz e cante; Meia-noite dada; Entrai, pastores, entrai; Anúncio; Deus Menino de Aldeia Nova de São Bento; Natal de Elvas (Arre burriquito); Virgem Santa Maria; Para o Menino Jesus o Cante; Quando o Menino Nasceu; Natal da Vila; Deus Menino de Aljustrel; Natal de Évora (Menino está dormindo); Menino Jesus; Quais são os três cavalheiros; Deus Menino de Peroguarda; Natal da Vila; Boas festas; Deus Menino de Safara; Desce daí; Esta noite é de Janeiras; Cante de Reis de Monsaraz; Noite Feliz. Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz; Grupo À Capela; Manuel Sérgio e José Farinha; Quarteto de Cordas Baccus. Cota FaiAlentejo: FF CA CD 0111 "Presépio" em basalto. Por Al-Zéi.

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

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CÂNTICOS DE NATAL: CORAIS POLIFÓNICOS ALENTEJANOS 1995 (CD): Cante de Natal e Ano Novo (registo sonoro) . Edição de ImagemImenso, Lda. . Grupos: Os Vindimadores da Vidigueira; Cubenses Amigos do  Cante; As Camponesas de Castro Verde; Alma   Alentejana de Peroguarda; Os Ceifeiros de Cuba. . Cânticos: O Menino I; O Menino II; O Menino III; Os Bons   Anos I; Os Bons Anos II; Os Bons Anos III; Quais  São os Três Cavalheiros I; Quais São os Três   Cavalheiros II; Boas Festas. Fonoteca Faialentejo: cota: FF  CA CD-0024 "Presépio". Em basalto (bp). De Al-Zéi.

TRATADO DO CANTE - Mostras de cante:

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TRATADO DO CANTE - À minha moda:

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VERÃO Foto de pintura de António Galvão, o pintor do Cante. Ponto:            Verão, brasa dourada e celeste Queima este Sol agreste Doirando mais as espigas Ceifeiros, corpos curvados Cortando e atando em molhos A bênção loira da vida Alto:             Meu Alentejo Coro:            Enquanto isto se processa O Sol ferino e sem pressa Queima mais a tez bronzeada O suor rasga as camisas Homem queimado mais fica A vida é feita de brasas Ponto:           O calor caustica os corpos Os ceifeiros vão ceifando Sem parar no seu labor O seu cantar é dolente É certo que é boa gente É verdade que tem mais sol Alto:             Meu Alentejo Coro:        ...

TRATADO DO CANTE - Grupos Corais:

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REGUENGOS DE MONSARAZ: Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz Rua Serpa Pinto, 17 Tel. 266 502 190 7200 – 320 Reguengos de Monsaraz Ficha Técnica: . O Grupo foi fundado em 19 de Março de 1945. . Ensaiam às Sextas feiras, na Casa do Povo, às 21:00 horas. . O Grupo é composto por 22 elementos: . Trajo: Calça cinzenta; colete cinzenta; camisa branca; chapéu preto;   lenço colorido; Sapato preto. . Realizam anualmente um Encontro de Grupos Corais em Reguengos de Monsaraz. . Tem uma média de 25 desempenhos por ano, de Norte a Sul do País, com especial incidência, no Alentejo e na zona da grande Lisboa, em Encontros de Grupos Corais; Desfiles e Festas: Destacamos as seguintes actuações: ·          Évora em 1960; Lisboa em 1962; Cascais em 1965; Mourão em 1980, 1981 e 1983; Castelo Branco em 1991; Evora-Monte em 1992; Santarém, em 1993; Coliseu do Porto, em 1993; Estremoz, em 1994. Tires, em 1996...

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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MINHA MÃE AMASSA O PÃO ‎Minha mãe amassa o pão, E porque é mãe e mulher, Guarda-o no coração Para meu pai quando vier. Minha mãe amassa um beijo Pra meu pai que vem depois, Eu viro a cara, não vejo - São coisas lá entre os dois. Minha mãe amassa a vida, E a vida cabe-lhe inteira Na farinha desmedida, No infinito da peneira. Minha mãe amassa as flores, As que no campo se dão- E há mil cheiros, mil sabores Numa fatia de pão. Minha mãe amassa e diz Pra dentro do coração, Que só pode ser feliz Quando os outros também são. Minha mãe amassa o medo: Pode adoecer meu pai! - Vai amassando em segredo, Até que o medo se vai. Minha mãe amassa, amassa Prá farinha sair pão - E põe, se a água lhe falta, Lágrimas do coração. Poema de António Simões , Natural de Beringel, e professor em Estremoz, in " Minha mãe amassa o pão" , Câmara Municipal de Beja, 2001.

TRATADO DO CANTE - Escrito:

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COMERES E CANTARES «Para mim, para sempre, ficam ligados os cantares e os comeres alentejanos.» Matilde Guimarães, 1944   "DURANTE SÉCULOS, como o faz notar Monarca Pinheiro (1999), o alentejano viveu de  «frustração sublimada em invenção. Com as migalhas que lhe couberam, soube inventar uma cultura de eleição, e esta é, talvez, a sua maior glória. Do pouco fez muito e bem». E entre esse muito e bem, nascido da alma deste povo, salienta-se a sua capacidade inventiva nos cozinhados, a que o autor se refere como «arte dos comeres», a par da «arte de musicar», internacionalmente reconhecida, em especial, através dos seus cantares. . Parafraseando Mário Rodrigues Correia, Director do Centro de Formação Profissional do Sector Alimentar, na apresentação de “A Cultura Gastronómica em Portugal – Alentejo” (1995), a cozinha alentejana, como cozinha tradicional que é, afigura-se como uma «serenata de aromas e sabores do passado que se prolonga pelo presente e...

TRATADO DO CANTE - Escrito:

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“(...) A solidão alentejana teve o seu antídoto na comunidade coral: é vê-los, cerrados numa determinação comunitária, que tem muito de sagrado (...) é a sacralização da vida pouca na muita terra alentejana, e das agonias que ela engendra (...) cantam para não ouvir o silêncio . A voz demoníaca do silêncio. E eu imagino ... não um ou outro grupo desgarrado, cantando como orgãos dispersos na nave da planura. Mas todos os grupos formando um único coral magnífico, o verbo alentejano finalmente incarnado.” Natália Correia

TRATADO DO CANTE - Escrito:

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“EM TERRAS DE SERPA   (…) Pelas paredes caiadas de branco há escritos com petições a Nossa Senhora, como por exemplo: … esta dos encantos do amor: Aqui esteve Zé Pinto e sua namorada Helena Verdocas, a pedirem a Nossa Senhora saúde para se casarem . «««!»»» OLHA A NOIVA SE VAI LINDA Compadre já te casaste Já o laço te apanhou Deus queira que sempre digas Se bem estava, Se bem estava melhor estou   Olha a noiva se vai linda No dia do seu noivado Também eu queria ser, (bis) Também eu queria ser casado Ser casado e Ter juízo Acho que é bonito   Também eu queria ser, (bis) Também eu queria, Também queria ser casado À luz daquela candeia Foi feito o meu casamento Ó candeia não t`apagues Hás-de ser, hás-de ser um juramento «««!»»» (…) Furando o silêncio portentoso da noite mulçumana, cantam dois serpenses uma moda em louvor das estrelas. Os seus vultos recortam-se ao longo de uma rua de casas caiadas de branco. Ouvem...

TRATADO DO CANTE - Escrito:

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Ó BALEIZÃO, BALEIZÃO... “Mais do que um governo traiu-nos um país, traiu-nos a História. Traiu-nos um sonho e uma esperança que não deveria ter fim. Catarina caiu na luta, conhecemos a prisão e a tortura, e a parte que nos cabia de uma glória prometida veio um dia em que cantámos esta terra hoje nossa.” In: “Lugares Alentejanos na Literatura Portuguesa”. Estação Imagem. Setembro de 2009 (texto de “Adeus Princesa”, de Clara Pinto Correia. Relógio d’Água. 1985.).  Fotografia de Luís Ramos. »»»!««« Ó BALEIZÃO, BALEIZÃO                    Cantiga:        Quando esta moda veio nova,                                         Não estava...