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TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

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2004 (CD): “Mértola, Vila Bendita” - Edição: Câmara Municipal de Mértola - Temas: Mértola, vila bendita; Aurora vive na serra; Ribeira de S. Romão; Meu Alentejo querido; Guadiana tem saudades; Nós somos alentejanos; Tenho barcos, tenho remos; A charrua; Dois rapazes do Barreiro; Mértola do Guadiana; É tão grande o Alentejo; Mértola velhinha; Nasce o sol no Alentejo; Vai colher a silva; Mértola, vila alentejana; As cobrinhas d’água; Ao romper da bela aurora; A primeira vez que eu te disse adeus;Vamos lá saindo . Grupo Coral Guadiana de Mértola. Cota FaiAlentejo: FF CA CD 0132 

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

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               “ Casével é nossa terra”                          .  S/D (K7):                                       . Edição: Cortiçol                                       . Temas: (a) 1. Casével é nossa terra; 2. Nasce o sol no Alentejo; 3. Cabelo entrançado; 4. A seara está no campo; 5. Ouvi, mil vezes ouvi; 6. A mondadeira cantando. (b) 1. Eu passei à beira mar; 2. As nuvens que andam no ar; 3. Igreja da nossa terra; 4. A passarada; 5. Andorinha vem das ilhas; 6. Vai lá, vai lá     ...

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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“ É um amor legítimo, o meu, À terra donde sou, Feito de dor e espanto E de uma tão grande paixão Que esconde a própria alegria Do meu canto.” In: “Rio Degebe”, de Antunes da Silva. Prelo Editora. 1973. Pág. 9.

TRATADO DO CANTE - Almanaque

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Falares e ditarenhos do Alentejo: Da Introdução: “(…) A ideia de uma obra sobre Falares e Ditarenhos do Alentejo (FDA) é contribuir para a perpetuação do falar de um povo, de uma região e de toda a cultura que está agregada a esse pedaço de território que representa quase um terço de Portugal. (…)” “Cantar sem destino – cantar ininterruptamente; cantar desalmadamente.” Pág. 98. “Cantarrista – pessoa que canta; membro de um grupo coral.” Pág. 98. In: “Falares e Ditarenhos do Alentejo” (3ª. Edição – Janeiro 2018). De Luís Miguel Ricardo. Editora Lugar da Palavra. 2017.

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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"O santo dos jordões Em Pias no concelho de Serpa, o culto de São João – os Jordões – assume as duas vertentes, a sagrada e a profana, tendo como objectivo o pagamento de uma promessa. O promitente reveste o espaço com verduras, assemelhando-se auma gruta verdejante (…). É na noite de São João que se começa a pagar a promessa, prolongando-se o ritual até à noite de São Pedro. Durante toda a semana, após o almoço, o espaço abre-se aos crentes que ali acolhem psara rezar e cantar quadras ao santo, umas reflectindo o carácter religioso, como: Ó Baptista, ó Baptista/ Ó Baptista, não te esqueças/ Este Jordão foi armamdo/ Para pagar uma promessa. (…). Outras, de carácter popular, reflectindo o aspecto brejeiro do santo: São João por ver as moças/ Fez uma caracolada/ As moças comeram tudo/ São João ficou sem nada. Ou ainda a sua função de protector das casadas: No altar de São João/ Nascem rosas encarnadas/ São João subiu ao céu/ A pedir pelas casadas. (…)” In: “São Jo...

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

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2014 (CD): “O Cante das Ervas” - Edição: Jardim da Boa Palavra - Temas: Manjerico; Roseira enxertada; O Cante das ervas; Boa palavra; Erva cidreira; Macela. * Celina da Piedade. Cota FaiAlentejo: FF CA CD 0131

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

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S/D (CD): “Rastolhice” - Edição: Rastolhice - Temas: 1. Se tu não fosses Mariana; 2. Olha a noiva se vai linda; 3. Linda jovem era pastora; 4. Não quero que vás à monda; 5. Ó Baleizão, Baleizão; 6. Ilha dos Vidros; 7. Ó menina Florentina; 8. Moda dos Mastros; 9. A roupa do marinheiro; 10. Vou-me embora, vou partir/Vamos lá saindo. Rastolhice: António Caturra voz e tracanholas ; Armando Torrão baixo e voz ; Fernando Mestre guitarra e voz ; João Cataluna acordeão e voz ; Pedro Mestre viola campaniça e voz .  Cota FaiAlentejo: FF CA CD 0130 

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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ALENTEJO À memoria de Michel Giacometti As vozes erguem-se da terra. Como braços suplicantes, Procuram o indizível infinito Da sua condição De almas condenadas. Em nome da terra é que elas cantam. Sagradas pela vida, Buscam a eternidade. Unidas p’lo momento Alcançam a comunhão Das vozes em harmonia. E onde tudo é arte, É o pão que se reparte E a poesia. In: “Neste lugar sem portas” Antologia poética de 1981 a 2001. De Carlos Carranca. Edição de Hugin. 2002. Pág. 51.

SAIAS - Registos fonográficos:

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             SAIAS -  1988 (K7): “ Francisco Carlos”                                       . Edição: Lusosom                                       . Temas: (a) 1. Festas de Campo Maior; 2. Igreja de S. João; 3. O sol quente do Alentejo; 4. Tinha pena de morrer; 5. Portalegre de lés a lés. (b) 1. Eu canto para ti ó Elvas; 2. Anda ver o Algarve; 3. Um dia foi aos Açores; 4. Campo Maior terra minha; 5. Setembro festas do Povo; 6. Vinho do meu Portugal; 7. Raparigas de Campo Maior.                         ...

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

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                   1991 (K7): “ Torrão”                                       . Edição: Rita Neves                                       . Temas: (a) 1. Vai correndo meu Xarrama; 2. Torrão dos meus amores; 3. As flores da minha terra; 4. Fui à ceifa do Alentejo; 5. Canta passarinho. (b) 1. Torrão és terra bonita; 2. Há no meio do Alentejo; 3. Quando um homem está sozinho; 4. A bela donzela; 5. Ouve lá tu ó poeta.                         ...

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

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                  1987 (K7): “ Recordações”                                       . Edição: Musicata                                       . Temas: (a) 1. Não é tarde nem é cedo; 2. Tenho barcos tenho remos; 3. Oh Laurinda; 4. Não quero que vás à monda 5. Reu subi ao cerro.(b) 1. Trigueira de raça; 2. TMaria Capicua; 3. Oh Lampião; 4. Cigano; 5. Mariazinha.                                    ...

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

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                  1988 (K7): “ Trio Odemira - Canções de amor”                                       . Edição: Discossete                                       . Temas: (a) (…); 3 – Passarinho; (…) 5 – Lá Vai a cegonha. (b) (…)                                       TRIO ODEMIRA  Cota FaiAlentejo: FF CA K7-0420

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

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Cota FaiAlentejo: FF CA K7- 0419            1988 (K7): “Grupo Coral e Instrumental da GNR de Grândola”                - Edição: Dualsom                - Temas:                             (a) Grândola vila formosa; Estava de abalada; Senhora cegonha; Romana.                                (b) Pirolito; Ceifeira; Porto Côvo, terra amada.                Grupo Coral e Instrumental da GNR de Grândola .

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

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1998 – (CD) “Sons da Tradição Rural” - Gravação, edição e masterização: José Alberto Sardinha e José Fortes - Coleção: Os Sons da Expo’98 (CD 06) - Temas: (…); (03) Ao romper da bela aurora; (…) ; (013) Safara, Terra bendita; (…) ; (16) Trigueirinha Alentejana; (…) ; (022) O Baptista; (…); (028) Quando eu fui ao jardim; (…). (…) C) Grupo Coral da Casa do Povo de Safara (…) Cota FaiAlentejo: FF CA CD 0128

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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“Confissões sobre a música Homero sobre o cantor: Todos os mortais sobre a Terra tratam os cantores Com atenção e consideração. Até a Musa Lhes ensina altas canções e os protege. Porque, qual é aquele a quem até o estrangeiro, Cujo povo não o conhecendo nem à sua arte, Acolhe com honra? É o cantor, o profeta Esclarecido, que nos encanta com os seus hinos. Este é o convidado sempre bem recebido Por todos os homens em todas as nações do Mundo. (…)” In: NÓS E A MÚSICA de Friedrich Herzfeld.- Tradução, prefácio e notas do Prof. Luiz de Freitas Branco. Edição Livros do Brasil. S/D. de 272 págs. Colecção Vida e Cultura. Pág. 261

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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Noite de Natal “Os três soldados entraram de roldão, gritando. A rapariga pulos na cadeira. Estava quase a cair de sono. Tinha os olhos fechados e a cabeça pendia-lhe sobre a criança adormecida, enrolada no xaile esburacado. De sumida, a luz do candeeiro a petróleo deixava a noite afogar a taberna, quando eles entraram e foram cambaleando, esbarrar contra o balcão. (…) - Que maneira de entrar, raios os partam! (…) Ao soerguer o busto franzino, a rapariga sentiu um arrepio percorrer-lhe o corpo. Acorda. Maria, acorda, Acorda, Mariazinha… - Cantavam dois soldados que se haviam afastado do balcão. (…) - Hoje é noite de festa, não te zangues. A gente tem andado para aí a beber e a cantar, caramba!... (…) Agarrando-se ao rebordo do balcão, o soldado afastou o tronco. De súbito, com o olhar vago, como se todos os pensamentos o tivessem levado para muito longe, cantou vagarosamente:          Quem sáão os três cavaleiros ...

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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Cantigas de louvor ao pão no forno “ Deus te acrescente Dentro do forno, Fora do forno, Tu a crescer, Nós a comer, Assim Nosso Senhor pode fazer!” Do Povo I PADRE NOSSO, Padre-nosso, Filho da Virgem Maria, Deus te salve, Padre-nosso, Mais o pão de mcada dia. II C anta, canta, minha boca, Meu braço, vá, ligeireza! Quem no seu trabalho canta É duas vezes que reza. III Dentro do forno, o pão scisma: «Que bom calor, santo nome!» Diz-lhe o lume: «Olha se o guardas P´ra aquecer os que têm fome.» IV O trigo nasceu da terra, Deu-lhe o sol a criação, Foi a chuva ao baptizado, Oh! Que santa geração! V Ó pão da terra sagrada, Tanto acrescentes que sobres Pra dar a quem bate à porta, Pra repartir com os pobres! (Monforte de Além-Tejo – 911) In:   “O livro do silêncio: seguido dos Poemas do coração e da terra”,   de João de Lebre e Lima. Editado por A. M. Teixeira - Liv. Clássica 1913. 154 p.s ...

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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MINHA MÃE AMASSA O PÃO: "Minha mãe amassa o nada De tanta hora vazia – Come a gente, perturbada, Pão nosso de cada dia." de António Simões.

TRATADO DO CANTE - Modas e cantigas

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O MEU MONTINHO Quando o homem esta sozinho No seu monte Bem no meio da natureza Escutando a agua a correr na fonte É dono de uma riqueza Ai que saudades que eu tenho De outrora Quando a vida me obrigou A deixar o meu montinho a ir embora O meu coração chorou REFRÃO: Já não ouço os passarinhos Já não me sento á lareira Já não bebo os meus copinhos Já não vou domingo a feira Só não perco o meu cantar Porque ta dentro de mim Não me o conseguem tirar O meu montinho é que sim Apaguei o candeeiro Fechei a porta Disse adeus ao cão pastor Pus a manta ao ombro e fui pela estrada torta Procurar vida melhor Já corri o mundo inteiro A trabalhar Para ganhar o m eu pão Esqueço sempre quando mudo de lugar Só meu montinho é que não.

TRATADO DO CANTE - I Congresso do Cante:

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Congresso do Cante Alentejano Beja, 8 e 9 de Novembro de 1997 PAINEL C           PERSPECTIVAS FUTURAS DO CANTE - Boa tarde! Quero saudar a mesa. Quero saudar o Secretariado deste Congresso, especialmente ao Zé Pereira por este trabalho que ele tem desenvolvido até hoje e espero que ele o consiga acabar em bem. Vai-me ser muito difícil explanar aquilo que eu penso sobre o cante alentejano e o tema que está aí proposto “Modas e Modos” porque parece que se tem falado aqui de tanta coisa que eu já não sei o que hei-de dizer. Modas e Modos se calhar não se falou aqui, não? E queria, o nosso amigo Joaquim Soares, agora quando estivemos a comer cantámos ali aquelas duas modas, cantámos bem, uma maravilha! Então por que é que não cantamos as outras? Porque não queremos ou porque não podemos? Porque não podemos porque cada terra com seu uso, cada terra com seu fuso e aí é que está o problema, o grande problema do cante alentejan...