“O “Monte” Alentejano O Alentejo é inconfundível com outras terras de Portugal. Uma planície, ou quase planície, em que o relevo apenas contradiz a platitude, e tira a monotonia, com o variado acidente. Tudo é vasto e largo. E parece desabitado, tanto a terra sobra. Quem vem do norte, onde tudo é dividido, e murado, espraia-se, distende-se na amplidão. O carro rola, quilómetros e quilómetros à hora, sem uma casa… A presença do homem é sensível nas culturas, trigo, cereais, olivedos, azinho, sobro… Récuas de porcos. De espaço em espaço, lá no horizonte, uma mancha branca, caiada, que esplende ao sol: um «monte»… Monte é montanha, serra, ao norte; aqui é casa, é casario, em torno da casa grande… onde se recolhem os produtos da lavoira, os instrumentos da agricultura, os animais domésticos, os trabalhadores, os donos… De perto, o «monte» está numa pequena elevação, a casa alvinitente, sua chaminé alta com um penteado de andaluza, uns frisos azues com barras, e em torno ...