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TRATADO DO CANTE - São Rosas!...

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ESTRELINHA DO NORTE                    Ponto:     Em mar largo, ondas fortes                                   Vi um triste coração                                   Acompanhado da sorte                                   Estrelinha do Norte                       ...

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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MINHA MÃE AMASSA O PÃO "(...) Minha mãe amassa, tonta, Do seu tempo de menina, Brincadeiras sem ter conta Que ela de novo imagina. Minha mãe amassa versos Dos tempos de rapariga - Saem os pães tão diversos: Cada um, sua cantiga. Minha mãe amassa a bela Toutinegra do Moinho* – Ao partir-se, o pão revela Mil paixões em desalinho. * A Toutinegra do Moinho , de Emílio Richebourg, Biblioteca Universal, Lisboa, 1929, ( “Romance de grande sensação, com bonitas ilustrações originais” , como se lê na capa) era vendido em fascículos, porta a porta, e avidamente lido e partilhado entre amigos e vizinhos. A seis meses do meu nascimento, já minha mãe o lia, e não é abusivo pensar que, de vez em quando, relembrasse o seu complexo e emocionante enredo, enquanto ia amassando. Falecida a 20 de Janeiro de 1952, com apenas quarenta e sete anos de idade, minha mãe, de seu nome Maria Joaquina Amaro Simões, possuía a sexta classe e deu, em Beringel,  aulas p...

TRATADO DO CANTE - Provas de Cante:_

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TRATADO DO CANTE - Provas de Cante:

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TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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MINHA MÃE AMASSA O PÃO "(...) Minha mãe amassa a calma De uma tarde transparente – É um pão só para a alma, Tão leve que mal se sente. Minha mãe amassa o canto Do silêncio de uma pedra – E a massa, pra seu espanto, Nesse dia não leveda. Minha mãe amassa o voo De uma gaivota no mar – Enquanto ela amassa, eu vou Voando sem me cansar. (...)" de António Simões

TRATADO DO CANTE - À minha moda:

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OLHA LÁ TU Ó POETA                         Solo:               Olha lá tu ó poeta                                                Com teus olhos de bem ver                                                Olha lá a camponesa                     ...

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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MINHA MÃE AMASSA O PÃO "(...) Minha mãe amassa a filha, A tal Filha do Bandido **– Com tanta acção de guerrilha, O pão fica mal cozido. Minha mãe amassa e prende A um vago sentimento As coisas que mal entende, E deixa-as ir com o vento. Minha mãe amassa a curva,   A lenta curva do dia –   Pão redondo, alma turva,   Outono, melancolia...   ** A Filha do Bandido, de Guido Bellini , Henrique Torres Editor , Lisboa , (“Aventuras nas Florestas Norte-Americanas”, informa a capa ) também vendido em fascículos como o anterior.   (...) de António Simões

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

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S/D (EP) vinil “Alberto Ribeiro Canta”. - Edição: A Voz do Dono. - Temas: Lado A: Fado Hilário; Canção do Alentejo . Lado B: Coimbra (Avril au Portugal); Canção do Cigano. Alberto Ribeiro Cota FaiAlentejo: FF CA EP-030 

TRATADO DO CANTE - Escrito:

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“(…) O primeiro Portugal foi o Portugal continental, o da defesa contra a Espanha, ou melhor, contra Castela, (…) o Portugal lírico e guerreiro das cantigas de amigo e das velhas trovas do cancioneiro popular; nele estiveram as raízes mais profundas da nacionalidade (…). (…) Terminada a fase de expansão, outro Portugal entrou em jogo e muito mais adaptado à sua tarefa do que o Portugal do Norte (…): é esta a vez do alentejano, andarilho de estepa, algarvio, barqueiro de porto a porto, ambos já, por subditos mouriscos, colonos e crioulos. Também, por símbolo, Raposo Tavares nasce no Alentejo, e vão das Ilhas, com raízes alentejanas e algarvias, os casais do Sul do Brasil. (…)” In: “Um Fernando Pessoa”, de Agostinho da Silva, Guimarães Editora, 1ª. Ed. Em 1959, escrita no Brasil. Lisboa, 1988, pp 29-30. …. “As Mulatinhas (…) Estando eu à porta assentado/ Gozando do fresco sem ser namorado/ Passam certo as mulatinhas/ Cabelo ondulado todas catitinhas/ Ponho o meu chapéu ...

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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MINHA MÃE AMASSA O PÃO "(...) Minha mãe amassa e sonha Com a paz de um mundo novo, Sem essa vida tristonha Que era a vida do seu povo. Minha mãe amassa e canta – Duma coisa está segura: Um dia, o sol se levanta Sobre o fim da ditadura. Minha mãe amassa e crê Na  grande família humana: Que o pão a todos se dê, E toda a gente se irmana. (...)" De António Simões

TRATADO DO CANTE - Ser do cante pelo toque da viola:

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"O CÍRCULO DO BALDÃO Depois de pastorear o olhar pela paradisíaca macieza multicolor da planura alentejana, sobrevoada de cegonhas a anunciar novo ciclo, eis-nos a refrescar a garganta na tasca da Mariana Maria na estação de Ourique, Casével, Castro Verde. Foi fácil a nossa entrada, mas se calhar não serão tão fáceis os motivos que ali nos levaram por quem éramos e por quem somos. Envolvidos como estamos com a problemática do cante alentejano, apanhar o rastro à viola campaniça leva-nos a considerar a travessia feita por Colaço Guerreiro, presidente da cooperativa “Cortiçol”, homem de paixões fortes e de sentir eficiente, homem de amor à arte e de intervenção persistente, homem de princípios com vocação para concretizar. É bom estar com homens desta têmpera que já rareiam. No entanto, os nossos objectivos eram assistir ao ensaio do conjunto das “Modas Campaniças” que é apoiado pela cooperativa “Cortiçol” e é constituído por quatro violas, por uma voz m...

TRATADO DO CANTE - Escrito:

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“A CRIAÇÃO DA POESIA POPULAR PORTUGUESA (…) Havendo selecionado as cantigas deste livro em dezenas de cancioneiros regionais ou locais e em cerca de sessenta mil trovas, mais ou menos diferentes, tivemos ocasião de constatar que o acervo das mais belas quadras, das que em si guardam mais sabor e expressão popular, se canta de norte a sul e leste a oeste, em todos os cantos de Portugal. Constitui uma espécie de Bíblia lírica, de Evangelho do amor, adotado e aperfeiçoado por todo o povo português. Duas outras razões nos convenceram dessa predominante origem e genuinidade popular das trovas cantadas pelo povo. Primeiramente, o talha e a fragância rústica dessas pequenas flores. Dalgumas a beleza e o primitivismo formal são inseparáveis da linguagem do povo. Ouça-se esta quadra alentejana que reproduzimos, sem alteração de sinal gráfico, do “ Cancioneiro Alentejano ” de Victor Santos, tão pura de forma, tão cheia de côr e pitoresco desgarre: S’és galo alivanta a crista, S’é...

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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“O “Monte” Alentejano O Alentejo é inconfundível com outras terras de Portugal. Uma planície, ou quase planície, em que o relevo apenas contradiz a platitude, e tira a monotonia, com o variado acidente. Tudo é vasto e largo. E parece desabitado, tanto a terra sobra. Quem vem do norte, onde tudo é dividido, e murado, espraia-se, distende-se na amplidão. O carro rola, quilómetros e quilómetros à hora, sem uma casa… A presença do homem é sensível nas culturas, trigo, cereais, olivedos, azinho, sobro… Récuas de porcos. De espaço em espaço, lá no horizonte, uma mancha branca, caiada, que esplende ao sol: um «monte»… Monte é montanha, serra, ao norte; aqui é casa, é casario, em torno da casa grande… onde se recolhem os produtos da lavoira, os instrumentos da agricultura, os animais domésticos, os trabalhadores, os donos… De perto, o «monte» está numa pequena elevação, a casa alvinitente, sua chaminé alta com um penteado de andaluza, uns frisos azues com barras, e em torno ...

TRATADO DO CANTE - Porquês do Alentejo:

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Setúbal!  Almoço num restaurante a ver o rio Sado.  Vista grada e grata!  O café, com açúcar! - Coisa doce com porquês do Alentejo.  Bem hajam!