Mensagens

TRATADO DO CANTE - Escrito:

Imagem
“(…) O Alentejano sabe pôr uma nota encantadora e eternecida de arte e beleza, que me parece inata na alma ingénua e simples do nosso povo. E é essa mesma arte que nasce expontânea das fontes mais puras do sentimento popular, que dá um sopro de vida a essas canções do Baixo Alentejo, tão impregnadas de tristeza e harmonia, de austeridade e de grandêsa e que reflectindo muito embora a melancolia e magnitude das planícies do sul, vêm até nós coadas pelos véus dos séculos, das profundezas atávicas da raça. (…)” In: “ Palestra sobre o Alentejo ”, proferida na Casa do Alentejo em 21 de Dezembro de 1944, por José Custódio Nunes. Edição da Casa do Alentejo. 1944.Pág. 11.

TRATADO DO CANTE - Escrito:

Imagem
“A manhã vem vindo António Luís tinha muito amor ao canto. Dentro do Baixo Alentejo foi o homem que melhor cantou, desde a moda difícil «Ribeira do Sol Posto» até à muito difícil «Deus-Menino». Mais nenhum. João Fitas, também da vila de Cuba, foi no seu tempo quem mais brilhou. Ele diz, algumas vezes, que o canto alentejano se vai perder. Tenho na minha que não tem razão. Manuel de Castro, João Contrabandista, Chico Lapita, os Viegas, e tantos outros, sempre cantaram, em grupos, com nome prantado ou não, em todos os tempos, no Alentejo. Camponeses, trabalhadores rurais e mineiros daqui ninguém os arredou. Nos mastros de S. João, nas «vendas», no trabalho, na ida das mulheres, de madrugada para a apanha do chícharo e do grão, deram à mão-cheia, em poesia e música, nas modas, o conhecimento do Alentejo. Os mineiros de S. Domingos, desde as greves do tempo do Tio Valentim, passando pela ofensiva da política fascista em 1949-50, com a grande leva de prisões, no concelho de Mértola ...

TRATADO DO CANTE - Congresso do Cante Alentejano (1997):

Imagem
Perguntas e respostas: "(...) Francisco Caipirra Gostei muito da intervenção do Dr. Francisco Torrão, acho que continua a haver uma preocupação enorme em estarmos a justificar o passado, penso que temos uma ideia errada de preservar, penso que o Dr. se equivocou um pouco porque na ponta final disse preservar é cantar todos os dias. Eu folgo por me ter citado, porque realmente fui eu que disse que temos que tirar o cante da pré-história e colocá-lo na história, precisamente porque eu acho que preservar tem a ver com  o enquadrarmo-nos nos tempos que correm, cantarmos o Alentejo de hoje, com poesia actual, hoje o Alentejo já não é uma pátria agrícola já não há ceifeiras nem mondadeiras, como eu vou dizer daqui a pouco, as nossas mondadeiras, hoje, não têm as saias até aos tornozelos mas vestem-se com uma mini-saia atrevida. Francisco Torrão Só gostaria de dizer o seguinte: de facto essa afirmação foi do Francisco Caipirra, meu particular amigo, tem feito um trabalho ind...

TRATADO DO CANTE - Escrito:

Imagem
ALENTEJANO Igual às oliveiras resistes aos sóis de inferno. Caminhas sem vergonha na tua terra. É tão custoso  acariciá-la com brisas de esperança, as mãos doridas de tanto amor. Alentejano, a tua gota de suor ensina-me a respirar. Não é fácil erguer um palácio de palavras e sedes. Não é fácil viver de pé a cantar. in: "O Sabor da Cal", de Luís Filipe Maçarico. Edição da Câmara Municipal de Beja. 1997. pág. 32. Nota: o destaque é da minha responsabilidade.

TRATADO DO CANTE - Escrito:

Imagem
"SABORES E CANTARES «Para mim, para sempre, ficam ligados os cantares e os comeres alentejanos.» Matilde Guimarães, 1944 . DURANTE SÉCULOS, como o faz notar Monarca Pinheiro (1999), o alentejano viveu de «frustração sublimada em invenção. Com as migalhas que lhe couberam, soube inventar uma cultura de eleição, e esta é, talvez, a sua maior glória. Do pouco fez muito e bem». E entre esse muito e bem, nascido da alma deste povo, salienta-se a sua capacidade inventiva nos cozinhados, a que o autor se refere como «arte dos comeres», a par da «arte de musicar», internacionalmente reconhecida, em especial, através dos seus cantares. . Parafraseando Mário Rodrigues Correia, Director do Centro de Formação Profissional do Sector Alimentar, na apresentação de “A Cultura Gastronómica em Portugal – Alentejo” (1995), a cozinha alentejana, como cozinha tradicional que é, afigura-se como uma «serenata de aromas e sabores do passado que se prolonga pelo presente e que, ...

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

Imagem
MINHA MÃE AMASSA O PÃO "(...) Minha mãe amassa o circo Quando ele está na aldeia – São só fatias de riso Esse pão da nossa ceia. Minha mãe amassa o circo Com seus bichos e palhaços – Ainda hoje me divirto Na arena dos seus braços. Minha mãe amassa, linda, Como todas as mães são – Quase um velho, amassa ainda Dentro do meu coração. (...)" de António Simões

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Imagem
        Cota FaiAlentejo: FF CA K7- 0418 S/D (K7): “Meu Alentejo que encanto – O Emigrante”                - Edição: Hiper Música                - Letras de Chico Bento.                - Música de João Moura do Carmo.                                       - Temas:                                       (a) Meu Alentejo, meu encanto; Aquela mulher (na praia); Cigana adorada; Hino dos ...

TRATADO DO CANTE - À minha Moda:

Imagem
VAI AO JARDIM DAS FLORES  (Lavoura) Ponto:  Ai, tu é que és o meu rapaz/ Quando é que lá vais / Quando é que lá vais                                                       Alto /coro:     Vai / ao jardim das flores/  Ó meu lindo amor/ Lá me encontrarás Ponto:           Ai, se lá fores e não me encontrares/  Torna a voltar/  Torna a voltar Alto /coro:      Per /gunta a quem tenha amores/   Ó meu lindo amor/  A quem saiba amar. Alto /coro:     Per /gunta a quem tenha amores/  Ó meu lindo amor/   A quem saiba amar. in: Cassete do Grupo Coral da SFRA da Amadora. 1989. Cota FaiAlentejo FF CA K7 0001

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Imagem
Cota FaiAlentejo: FF CA K7- 0417 1988 (K7): “Ceifeiros de Bencatel”. - Edição:   DUALSOM                                   - Temas: (a)  Morena do Alentejo; Saias de quatro; Desgarradas da aldeia; A saia da Ti Anica; Ceifeira; Milho rei; Vira e bate o pé . (b)  Riqueza dos campos; Sou de Bencatel; Vira dos passarinhos; Ó meu Alentejo; Saias batidas; Vira da Faia; Moda do abraço. Rancho Folclórico Ceifeiros de Bencatel, Vila Viçosa.

TRATADO DO CANTE - A paixão do Cante:

Imagem
A Paixão do cante no Bairro Alentejano A existência do Grupo Coral 1º. De Maio do Bairro Alentejano só é do nosso conhecimento deste 2009. A nossa curiosidade levou-nos à procura das respostas cujas dúvidas então se levantaram: Bairro Alentejano? Que gente é esta?... Lá fomos e como a experiência nos ditou o contacto foi formal. Dissemos quem éramos e ao que íamos. Os nossos interlocutores lá foram dando respostas, a princípio na expectativa, mas depois foi ganhando forma a paixão do Cante e a empatia foi assumindo a sua posição na futura amizade. É claro que quem nos recebeu eram os responsáveis pelo Grupo Coral 1º. de Maio os Senhores José Calixto e Joaquim Martins. A conversa estendeu-se, mostraram-nos a sua sede e as despedidas coincidiram com um convite para o aniversário do Grupo no dia 1 de Maio de 2009. Lá estivemos e participámos. Foi simpática a recepção que tivemos e deixou marcas de compromisso. Esta coisa do cante traz sempre uma grande entrega para quem o...

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Imagem
Cota FaiAlentejo: FF CA K7-0196 1996 (K7): "Roseira Brava" - Edição: Movieplay.                                   Temas: Genérico da telenovela; Morrer por ti será nascer; Há Hortense; Matilde; À beira d abismo; Fado do Alentejo; Tema de Amélia; Nasci no campo; Balada do Alentejo; Roseira Brava. Telenovela Roseira Brava

TRATADO DO CANTE - Escrito:

Imagem
PASTOR “(…) É preciso ter uma grande dignidade humana, uma certeza em si muito profunda, para usar uma casaca de pele de ovelha com o garbo de um embaixador." Miguel Torga

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Imagem
Cota FaiAlentejo: FF CA K7-0167 S/D (K7): “Cancioneiro Popular Português (breve antologia)” - Edição: Círculo dos Leitores                                   Modas: José embala o Menino ; Do tronco nasceu a rama ; Deus nos dê cá as Boas Festas; Senhora Santa Combina; Vai-se o dia vem a noite; Por riba se ceifa o pão; Oliveiras, oliveiras ; Segadinhas, segadinhas; Tascadeiras do meu linho; Fiz uma aposta, senhoras; Ofícios de aprender; Redondo; Ó Vos omnes ; Por baixo di a porta hai luz; Ai, o vosso divino nome; Senhora do Almurtão; Ó Senhora do Alívio; Recordai, nobre Senhor; Rula, rula; Manhaninha de S. João; Maçadeiras do meu linho; Ai, ajuda-me ó camarada; Pur beijar el pingacho; Corridinho; Eu m’arrogo prá batalha ; Ó que linda pomba branca . Coord. Michel Giacometti e Fernando Lopes Graça  ...

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Imagem
Cota FaiAlentejo: FF CA K7-0164 1993  (K7): “Cânticos Religiosos Alentejanos 2º. Vol.” - Edição: Discantus.                                   Cânticos:        O Menino de Pias; O Menino de Aldeia Nova de São Bento; O Menino de Serpa; Mandou Deus do Céu à Terra; Os Reis de Peroguarda; Os Reis de Aldeia Nova de São Bento; Santo António de Vila Alva; Santo António de Serpa; Jesus filo de David de S. Estêvão; Senhor Jesus, Pão da Vida de Moura; Ouvi, Senhor; Vila Alva; Bendita e Louvada Seja de Serpa; Aleluia de Padre Marvão; Senhora da Conceição de Padre Marvão. Coro do Carmo de Beja.      

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

Imagem
MINHA MÃE AMASSA O PÃO "(...) Minha mãe amassa a folha, Lenta, na tarde de Outono – Não há ninguém que escolha Esse pão tonto de sono. Minha mãe amassa a chama Do Outono nos vinhedos – E o pão-vinho se derrama,                                  Escorre-nos loiro dos dedos. Minha mãe amassa o vinho, Em tardes de embriaguez – E o pão depois, adivinho, Sabe a copos de três. (...)" de António Simões.

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Imagem
Cota FaiAlentejo: FF CA K7-0165 1993 (K7): “Cânticos Religiosos Alentejanos 1º. Vol.” - Edição: Discantus.                                    Cânticos:        Somos da Terra do Pão; Senhor, tende piedade; O Bom Pastor; Tenho fé e quero ter; Além vai Jesus; Cristo Profeta; Aleluia; Fonte de água viva; Ó Virgem Maria; Nª. Sª. do Carmo; Bendita Sejais; São João. Coro do Carmo de Beja      

TRATADO DO CANTE - São Saias:

Imagem
“ SAIAS Leite de Vasconcelos que também por aqui andou e onde realizou alguns trabalhos de campo, deu-nos preciosas informações sobre danças portuguesas, mas é certo que nunca aprofundou o suficiente para que nos dias de hoje possamos ter certezas. Igualmente Lopes Graça e Michael Giacometi lamentavelmente nunca aprofundaram o estudo das danças populares, embora nos tenham legado um extenso e valioso espólio. Desgarradamente esse trabalho tem sido abordado e está disperso por várias obras ainda que, com algumas lacunas o que nos leva a pensar que terá que ser feito. E terá que ser feito por coreólogos ou etnocoreólogos que não há muitos em Portugal, mas urge, porque mais hoje mais amanhã as fontes desaparecem. Relativamente às danças populares portuguesas houve desde sempre a necessidade de precisar quais as de carácter folclórico, populares ou popularizadas. . Folclóricas são as tradicionais dançadas essencialmente nos meios rurais ou suburbanos; . Populare...

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Imagem
Cota FaiAlentejo: FF CA K7-0162 1990 (K7): “Pinhal dos Frades” - Edição: Edições Carlino.                                   Modas: Foi no Alentejo; Nas asas de um gavião; Oh lindo Alentejo; Corticeiro; Na nossa terra; Na planície alentejana; Ainda agora; Aqui cheguei; O Inverno vai chegando; Pinhal dos Frades. Grupo Coral e Musical Diversos do Alentejo, Pinhal de Frades, Seixal.      

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

Imagem
Cota FaiAlentejo: FF CA K7-0161 1988 (K7): “Terra do Pão” - Edição: Carlino.                                   Modas: Terra do Pão; Canta, canta passarinho; Eu fui ao jardim das rosas; É tão grande o Alentejo; Ó donzela; Xarrama; Se fores um dia a Beja; * pastor alentejano; A mina morreu; vou-me embora, vou.me embora.. Grupo Coral e Musical Diversos do Alentejo, Pinhal de Frades, Seixal.     

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

Imagem
MINHA MÃE AMASSA O PÃO "(...) Minha mãe amassa o vento – (Vejam lá a que se atreve!) Ó pão do nosso sustento, Só eu sei porque és tão leve. Minha mãe amassa o vento, Mas quando ele se rebela, Lá vão farinha e fermento Voando pela janela. Minha mãe amassa o vento Quando é dia de Suão – Com labaredas lá dentro, Sem forno coze esse pão. (...)" de António Simões.