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TRATADO DO CANTE - Almanaque: Minha mãe amassa o pão

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TRATADO DO CANTE - Escrito:

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“(…)  Brevíssimo panorama da música árabe actual. Países do Golfo (Arábia Saudita, Kuwait, Bahrain, Omã, Qatar, Emirados Árabes Unidos). Nestes países existe uma grande identidade do ponto de vista musical. A par da música de extracção beduína, da religiosa, a de carácter popular começa agora a afirmar-se. A grande tradição é o canto colectivo com acompanhamento instrumental mais ou menos sóbrio e reduzido. As canções de trabalho, pesca e colheitas, ou os cantos guerreiros acompanhados, por vezes, com palmas e coreografados, são de uma grande beleza. Os do Kuwait em particular, pela sua dolência e lirismo, sugerem não raro a «respiração» do cante alentejano. (…)” In: “Arabesco da música Árabe e da Música Portuguesa”, de Adalberto Alves. Edição Assírio & Alvim. Outubro de 1989. Pág. 87. ADALBERTO ALVES (18 de Julho de 1939) é poeta, escritor, ensaísta, arabista, historiador, conferencista e jurista português. Foi premiado com o Prémio Internacional ...

TRATADO DO CANTE - Grupos Corais:

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Grupo Coral da Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito Composto por 25 elementos. Participaram na quinta-feira passada (26/5/2016) no convívio dos participantes da "Escalada do Mendro", na Vidigueira, onde cantaram as seguintes modas: "Ora Viva" - ponto: José Luís; alto: Inácio. "Vidigueira tem bom vinho" - Pontos: José Arrojado e Manuel Bacalhau; Alto: Inácio. "Adeus ó Baixo Alentejo, adeus minha Vidigueira" - Pontos: José Arrojado e Manuel Bacalhau; Alto: Inácio. "Conde da Vidigueira" - Pontos: José Arrojado e Manuel Bacalhau; Alto: Inácio. Nota: Este Grupo estará nos Açores (Faial e Pico), de 1 a 4 de Julho de 2016, onde participará no Encontro de Folclore "Ilha Azul".

TRATADO DO CANTE - O Cante e o 25 de Abril:

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TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

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1975 (Maio) (EP) vinil “Folclore” (registo sonoro). - Edição: Arnaldo Trindade & Cª. Lda. - Temas: Lado A: Os olhos da Marianita; o ladrão do meu amor. Lado B: Ó Laurindinha ; A mulher da fava rica Florência Cota FaiAlentejo: FF CA LP-029 

TRATADO DO CANTE - Escrito:

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"ABNEGAÇÃO DE UMA ALDEÃ (…) Ambos felizes e radiantes rodopiaram nos braços um do outro, cantaram umas décimas e repicaram as saias alentejanas obrigatórias nestes bailes (Entrudo). Quando atiraram ao ar o seu cantar mimosearam-se mutuamente com versos ternos, apaixonados, de derriço amoroso tão sólido e opulento como os sobreiros do campo onde ambos trabalhavam, regando a terra com o seu suor bendito, essa terra que os antepassados regaram com sangue libertador da independência alentejana. … É acusada de rude e muito seca de espírito a gente alentejana. É sem razão. O Alentejano é, até, bastante sensível, sentimental, amorudo. Bem o dizem as suas canções, dolentes exactamente por serem sentimentais; o seu falar lento, arrastado; os seus olhos profundos, mouros, sonhadores; os desenhos que gravam nos tarros e nas cornas, onde o coração aparece quase sempre como motive principal, o que também figura nos lenços de assoar e nas roupas que as raparigas bordam; nos barr...

TRATADO DO CANTE - Colóquios:

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““GÉNESE E EVOLUÇÃO DO CANTE ALENTEJANO” O Cante alentejano e o Gregoriano têm a mesma génese, a mesma raiz. É meu entendimento sobre o folclore cantado do Baixo Alentejo – origens e evolução – como tendo escrito em vários jornais, o seguinte: O Alentejo, em virtude da sua situação geográfica, foi das últimas regiões a ser conquistada aos mouros. Dadas as grandes extensões de terras, e pouca população, a sua divisão foi atribuída em regime de latifúndio, primeiramente às Ordens Militares de Santiago de Espada e de Aviz e, posteriormente às Ordens Monásticas. As primeiras tinham por finalidade a manutenção e defesa dos territórios conquistados, as segundas, o arroteamento das terras e a evangelização das populações que à volta dos conventos se iam aglomerando, formando freguesias. (…) O canto ocupava lugar de relevo na liturgia dentro dos conventos, mosteiros e também nos diversos lugares de culto que nas freguesias iam aparecendo. O que se ensinava e cantava não era já o Cantoc...

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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MINHA MÃE AMASSA O PÃO "(...) Minha mãe amassa o touro Correndo pela planura – Vindo do curro do forno, Esse pão ninguém segura. Minha mãe amassa o rio, Que é a sua mente inquieta – Comeu desse pão, sorriu, Seu filho ficou poeta. Minha mãe amassa o grande E o mais pequeno também – E o pão se encolhe e se expande, Ao sabor da minha mãe. (...)" de: António Simões.

TRATADO DO CANTE - Escrito:

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“ALENTEJO -   QUÃO DESCONHECIDO É AINDA ESSE TRECHO MARAVILHOSO DO MUNDO... TERRAS DO SUL – CANTARES ALENTEJANOS: -   QUANDO HÁ ANOS REVELÁMOS, A EXTRAORDINÁRIA FONTE LÍRICA, NOTÁVEL SOB OS PONTOS DE VISTA MAIS EXIGENTES, QUE SÃO OS CANTOS ALENTEJANOS... MISTERIOSOS CANTOS! - (...) PODEMOS AFOUTADAMENTE DIZER, O ALENTEJANO, E SOBRETUDO O NATURAL DO BAIXO ALENTEJO, RARISSIMAMENTE DEIXA DE CANTAR.” IN ”O POETA DA AUSÊNCIA”  Revista Águia – Porto 1916/17 -  (Visconde de Vila Moura)

TRATADO DO CANTE - Escrito:

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“(…) P. S. ( Post Scriptum) Tu conheces avô, um coro alentejano?  Rostos marcados, queimados Braço no braço Cadência no passo Os olhos lançados longe Do espaço do horizonte E o coro baloiça firme Ritmado e a voz que se agita Que galga aflita a onda Redonda e o som que dobra Redobra ecoa retoma O compasso atordoa E enche o corpo dum grito Que nasce do fundo do tempo Da esperança do mundo… É este o mar destas paragens! Évora, Março de 1982” in: P. S. do poema “Carta com Post Scriptum”, de Artur Goulart do livro  No fio das palavras , pág. 76 a 78. Edição da Santa Casa da Misericórdia de Velas, S. Jorge. 2010.

TRATADO DO CANTE - Escrito:

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"A CANTIGA (...)  Par o povo a cantiga é uma expressão de alegria, de tristeza, de sofrimento, de entusiasmo e de glória. Não há movimento popular em que não entre a cantiga, ou precedendo ou acompanhando, ou seguindo. Ordinariamente precedendo por que tem bravura, generosidade e entusiasmo o canto é fortificador, é o livre respiradoiro das almas abafadas. Os que cantam consolam-se, parece que a música quando sai dos lábios tem o poder de arrastar, para se dissiparem no ar, todas as tristezas do peito. O povo sentiu isto quando inventou aquele adágio jovial: «quem canta seus males espanta». Nas lutas populares ela ouve-se primeiro do que o rufar dos tambores; e depois não há luto ou triunfo na vida dos povos que ela não tenha deplorado ou celebrado. Alguém disse já que a canção tinha morrido; ora a canção não pode morrer porque é um dos instintos do homem. (...) Ainda que morresse como género literário, nunca morreria como influência e expressão popular. ...

TRATADO DO CANTE - Figuras do Cante:

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MANUEL JOÃO MANSOS “ Então que é isto, Manuel João? Então agora prensam-te num disco, espalmam-te dentro desta capa? Já não chegava terem-te metido num livro fininho de menos de 80 páginas? Eu sei que não é isso, eu sei que não foi assim mas não é para ti que escrevo estas palavras. Elas são para quem te não conhece, ou para quem te conhece mal. Elas começam assim para puxarem outras, para me levarem a dizer que não senhor!, que nem tu cabes em livros e discos, que nem te meteram lá, nessas “moengas”. Tu não esperas. Tu comandas. Quando muito dão-te uma ideia e tu, Manuel João, avanças. Até a ideia ser vida e entregue aos outros. Como este disco. Este disco… Não me posso esquecer de bem salientar que é um LP. Para o Manuel João Mansos isto é muito importante. E sabem porquê? Claro que é (também) porque o Manuel João não quer dúvidas, não quer ser homem de pequenas coisas, mas é (sobretudo) porque assim estará mais tempo com os outros. Connosco, a dizer-nos os seus versos. E com...

TRATADO DO CANTE - Escrito:

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“(…) O Alentejano sabe pôr uma nota encantadora e eternecida de arte e beleza, que me parece inata na alma ingénua e simples do nosso povo. E é essa mesma arte que nasce expontânea das fontes mais puras do sentimento popular, que dá um sopro de vida a essas canções do Baixo Alentejo, tão impregnadas de tristeza e harmonia, de austeridade e de grandêsa e que reflectindo muito embora a melancolia e magnitude das planícies do sul, vêm até nós coadas pelos véus dos séculos, das profundezas atávicas da raça. (…)” In: “ Palestra sobre o Alentejo ”, proferida na Casa do Alentejo em 21 de Dezembro de 1944, por José Custódio Nunes. Edição da Casa do Alentejo. 1944.Pág. 11.

TRATADO DO CANTE - Escrito:

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“A manhã vem vindo António Luís tinha muito amor ao canto. Dentro do Baixo Alentejo foi o homem que melhor cantou, desde a moda difícil «Ribeira do Sol Posto» até à muito difícil «Deus-Menino». Mais nenhum. João Fitas, também da vila de Cuba, foi no seu tempo quem mais brilhou. Ele diz, algumas vezes, que o canto alentejano se vai perder. Tenho na minha que não tem razão. Manuel de Castro, João Contrabandista, Chico Lapita, os Viegas, e tantos outros, sempre cantaram, em grupos, com nome prantado ou não, em todos os tempos, no Alentejo. Camponeses, trabalhadores rurais e mineiros daqui ninguém os arredou. Nos mastros de S. João, nas «vendas», no trabalho, na ida das mulheres, de madrugada para a apanha do chícharo e do grão, deram à mão-cheia, em poesia e música, nas modas, o conhecimento do Alentejo. Os mineiros de S. Domingos, desde as greves do tempo do Tio Valentim, passando pela ofensiva da política fascista em 1949-50, com a grande leva de prisões, no concelho de Mértola ...

TRATADO DO CANTE - Congresso do Cante Alentejano (1997):

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Perguntas e respostas: "(...) Francisco Caipirra Gostei muito da intervenção do Dr. Francisco Torrão, acho que continua a haver uma preocupação enorme em estarmos a justificar o passado, penso que temos uma ideia errada de preservar, penso que o Dr. se equivocou um pouco porque na ponta final disse preservar é cantar todos os dias. Eu folgo por me ter citado, porque realmente fui eu que disse que temos que tirar o cante da pré-história e colocá-lo na história, precisamente porque eu acho que preservar tem a ver com  o enquadrarmo-nos nos tempos que correm, cantarmos o Alentejo de hoje, com poesia actual, hoje o Alentejo já não é uma pátria agrícola já não há ceifeiras nem mondadeiras, como eu vou dizer daqui a pouco, as nossas mondadeiras, hoje, não têm as saias até aos tornozelos mas vestem-se com uma mini-saia atrevida. Francisco Torrão Só gostaria de dizer o seguinte: de facto essa afirmação foi do Francisco Caipirra, meu particular amigo, tem feito um trabalho ind...

TRATADO DO CANTE - Escrito:

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ALENTEJANO Igual às oliveiras resistes aos sóis de inferno. Caminhas sem vergonha na tua terra. É tão custoso  acariciá-la com brisas de esperança, as mãos doridas de tanto amor. Alentejano, a tua gota de suor ensina-me a respirar. Não é fácil erguer um palácio de palavras e sedes. Não é fácil viver de pé a cantar. in: "O Sabor da Cal", de Luís Filipe Maçarico. Edição da Câmara Municipal de Beja. 1997. pág. 32. Nota: o destaque é da minha responsabilidade.

TRATADO DO CANTE - Escrito:

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"SABORES E CANTARES «Para mim, para sempre, ficam ligados os cantares e os comeres alentejanos.» Matilde Guimarães, 1944 . DURANTE SÉCULOS, como o faz notar Monarca Pinheiro (1999), o alentejano viveu de «frustração sublimada em invenção. Com as migalhas que lhe couberam, soube inventar uma cultura de eleição, e esta é, talvez, a sua maior glória. Do pouco fez muito e bem». E entre esse muito e bem, nascido da alma deste povo, salienta-se a sua capacidade inventiva nos cozinhados, a que o autor se refere como «arte dos comeres», a par da «arte de musicar», internacionalmente reconhecida, em especial, através dos seus cantares. . Parafraseando Mário Rodrigues Correia, Director do Centro de Formação Profissional do Sector Alimentar, na apresentação de “A Cultura Gastronómica em Portugal – Alentejo” (1995), a cozinha alentejana, como cozinha tradicional que é, afigura-se como uma «serenata de aromas e sabores do passado que se prolonga pelo presente e que, ...

TRATADO DO CANTE - Almanaque:

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MINHA MÃE AMASSA O PÃO "(...) Minha mãe amassa o circo Quando ele está na aldeia – São só fatias de riso Esse pão da nossa ceia. Minha mãe amassa o circo Com seus bichos e palhaços – Ainda hoje me divirto Na arena dos seus braços. Minha mãe amassa, linda, Como todas as mães são – Quase um velho, amassa ainda Dentro do meu coração. (...)" de António Simões

TRATADO DO CANTE - Registos fonográficos:

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        Cota FaiAlentejo: FF CA K7- 0418 S/D (K7): “Meu Alentejo que encanto – O Emigrante”                - Edição: Hiper Música                - Letras de Chico Bento.                - Música de João Moura do Carmo.                                       - Temas:                                       (a) Meu Alentejo, meu encanto; Aquela mulher (na praia); Cigana adorada; Hino dos ...

TRATADO DO CANTE - À minha Moda:

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VAI AO JARDIM DAS FLORES  (Lavoura) Ponto:  Ai, tu é que és o meu rapaz/ Quando é que lá vais / Quando é que lá vais                                                       Alto /coro:     Vai / ao jardim das flores/  Ó meu lindo amor/ Lá me encontrarás Ponto:           Ai, se lá fores e não me encontrares/  Torna a voltar/  Torna a voltar Alto /coro:      Per /gunta a quem tenha amores/   Ó meu lindo amor/  A quem saiba amar. Alto /coro:     Per /gunta a quem tenha amores/  Ó meu lindo amor/   A quem saiba amar. in: Cassete do Grupo Coral da SFRA da Amadora. 1989. Cota FaiAlentejo FF CA K7 0001